A morte de um homem com 73 anos por queda do telhado na sua casa que tentava consertar, causou consternação no concelho da Batalha, cujo hospital está a receber centenas de feridos, por situações associadas a acidentes causados por tentativas de reparar danos nas moradias atingidas pela tempestade Kristin.
“Só temos a lamentar esta tragédia no concelho, na freguesia do Reguengo, e mais exatamente na localidade da Torre”, adianta Eduardo Prior, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal da Batalha, referindo tratar-se da primeira vítima mortal no concelho associada à tempestade Kristin.
“Desde que começámos a ter acesso a comunicações, estamos a alertar para questões de segurança. No dia de hoje, em que o tempo esteve melhor, há muitos particulares a tentar resolver os prejuízos nas suas casas e o hospital de Leiria também está com um grande número de entradas, sobretudo de gente que cai dos telhados”, refere Eduardo Prior.
O apelo da câmara é claro: “Estamos a passar um momento muito difícil em termos de comunidade, mas as pessoas precisam de ter calma, e protegerem-se primeiro a elas próprias. Estão a tentar salvar os pertences, e já perderam muitas coisas como se sabe, mas não vale tudo”, apela o responsável da câmara.
Furto de geradores e zonas ainda sem eletricidade
A sitação no concelho da Batalha continua a ser “dramática”, e as condições de comunicação ainda não foram totalmente restabelecidas na região. “O esforço é hercúleo, e os operadores enfrentam bastantes dificuldades”, reporta Eduardo Prior.
A eletricidade já foi restabelecida em parte do concelho, “mas na Batalha e em São Mamede ainda há grandes dificuldades”, salienta o responsável da autarquia, dando conta que se procedeu à organização de “piquetes de voluntários para evitar furtos de que estavam a ser alvo os geradores”.
No acesso à água, “diria que o assunto está melhor resolvido que a eletricidade, e apesar de haver uma abrangência interessante, ainda nem toda a gente no concelho consegue ter água disponível”.
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