No Dois às 10, Marcelo Palma abriu o coração e falou pela primeira vez sobre a morte de Maycon Douglas, cujo corpo foi identificado após ter dado à costa na Nazaré. À conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, Marcelo falou de forma serena, mas emotiva, sobre a perda do amigo.

Recorde-se que o corpo de Maycon, ex-concorrente da oitava edição de Secret Story – Casa dos Segredos, foi encontrado cerca de uma semana depois de ter sido dado como desaparecido no dia 31 de dezembro.

Perante a tragédia, Marcelo Palma não hesitou em agir. Através da agência funerária de que é proprietário, disponibilizou-se para assegurar o último adeus a Maycon, um gesto que nasceu da amizade e do respeito que nutria por ele. Durante a entrevista, foi exibida uma frase sua em oráculo que acabou por tocar muitos telespectadores: «Não fui só eu a pagar o funeral. Os fãs do Maycon também quiseram contribuir».

A entrevista ficou assim marcada por um ambiente de recolhimento e humanidade, num espaço onde a dor foi partilhada sem dramatismos, mas com verdade. Um testemunho sincero que ajudou a manter viva a memória de Maycon Douglas, um mês depois de um desaparecimento que continua a comover Portugal.

Morte de Maycon Douglas foi um acidente? Marcelo Palma responde sem rodeios: «Não acredito ainda»

Emocionado, o amigo e responsável pela agência funerária que tratou das cerimónias fúnebres revelou que continua a não acreditar plenamente que tudo isto aconteceu. «Não acredito ainda», afirmou, de forma direta, quando questionado sobre a possibilidade de ter sido um acidente, assumindo que a confirmação da identidade do corpo foi um choque difícil de descrever.

O ex-concorrente do Secret Story 8 contou que esteve na linha da frente em todo o processo, desde o contacto com a família até à preparação do corpo e organização do funeral, algo que considera ter sido a experiência mais dolorosa da sua vida. «Isto foi a coisa mais difícil que eu fiz em toda a minha vida. Ele era tão novo. Só nos conhecíamos há um ano, mas privávamos muito», desabafou.

Cada detalhe tornou-se um peso emocional difícil de suportar. «É muito difícil. Fiquei sem chão… o escolher a roupa com a família. Tudo. O mais difícil foi o pós», revelou, referindo-se ao período depois das cerimónias, quando o silêncio se tornou ainda mais duro. Apesar da dor, Marcelo garante que não se arrepende de ter assumido essa responsabilidade. «Preferi ser eu a lidar com isto e ultrapassar do que não ter sido eu a fazer», explicou, encarando esse gesto como uma última homenagem a Maycon.

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