Quando “Holy Diver” saiu em 1983, Ronnie James Dio estava estreando “com nome e sobrenome” depois de fases grandes no Rainbow e no Black Sabbath. O disco virou o cartão de visitas do projeto novo, e a faixa-título virou daquelas músicas que atravessam décadas sem precisar de empurrão: aparece em setlist, em cover, em rádio rock e em conversas de músicos.

Dio – Mais Novidades
Fopto: Reprodução - Dreamers Never DieFopto: Reprodução – Dreamers Never Die

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE – CLI









Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É um álbum que, pra muita gente, tem um papel bem direto: marca o momento em que o Dio monta a própria casa, com banda, som, estética e narrativa no pacote. E, como acontece com qualquer música que ganha “vida longa”, com o tempo surgem leituras de letra – e também comparações musicais, algumas justas, outras mais no impulso.

Sobre o tema da canção, tem um ponto que ajuda a tirar a música do piloto automático. Em entrevista ao documentarista Sam Dunn, reproduzida na Songfacts, Dio disse: “A música ‘Holy Diver’ é, na verdade, sobre uma figura do tipo Cristo que, em outro lugar – não na Terra – fez exatamente a mesma coisa que supostamente vivemos, ou deveríamos ter vivido, na Terra: morrer pelos pecados do homem para que o homem possa começar de novo, ser purificado e fazer tudo do jeito certo.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE – GOO





Anunciar no Whiplash.Net





Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Na explicação dele, essa figura é chamada de “Holy Diver” porque está prestes a ir a outro mundo para fazer a mesma coisa outra vez. E a letra, com as imagens de “tigres”, “listras”, “corações” e o medo de ser “devorado”, entra como comentário sobre egoísmo: as pessoas daquele lugar pedindo “não vá”, querendo a salvação só pra elas.

E existe também a comparação com “Eye of the Tiger” (Survivor), com muita gente reconhecendo uma pegada parecida naquele motor rítmico de “marcha” que vira refrão de arena e, quando uma música vira enorme, esse tipo de conversa vira parte do folclore. No seu livro de memórias, “Rainbow in the Dark. A Autobiografia” (Amazon), o próprio Dio comentou essa história de forma bem franca, sem deixar isso virar acusação nem teoria de fã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE – CLI









Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Nas palavras dele: “Mais tarde, alguns críticos sugeriram que o riff de ‘Holy Diver’ não estava exatamente a um milhão de quilômetros de ‘Eye of the Tiger’, do Survivor… Essa levada, tipo uma marcha grandiosa, tem sido a espinha dorsal de muitos momentos monumentais na música. Não é o formato, e sim o que você faz com ele.”

A partir daí, a “polêmica” se resolve do jeito mais limpo possível: ele reconhece que a comparação existe, explica por que esse tipo de batida aparece em músicas marcantes e coloca a diferença onde, pra ele, ela realmente mora: no que você constrói em cima do esqueleto. “O Survivor teve um grande sucesso pop. Eu tinha um novo clássico do heavy metal que duraria através dos tempos”, admitiu Dio, sem medo de ser feliz, pois ele sabia que estava com a razão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE – GOO





Anunciar no Whiplash.Net





Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal