Para já, o plano é nos dois edifícios onde houve menos danos “remendar o teto para quando voltar a haver eletricidade colocar logo essa parte a funcionar”, explica Nério, que não exclui vir a recorrer a indústrias concorrentes da zona para realizar a injeção de plástico, um dos passos da linha de produção que não ficará operacional tão depressa. O problema, antevê, será mesmo o de encontrar quem não tenha sofrido danos idênticos na zona e tenha condições de fazer o trabalho.
O polo industrial da Marinha Grande é um “ecossistema de moldes” e “há muitas empresas que estão afetadas e que dependem ou fazem depender outras“, afirma ao Observador Hugo Simões, proprietário da Ardavia, empresa que faz a maquinação de peças para moldes.
“Estamos a tentar reagir o mais rápido possível e a ter uma capacidade de fazer o inimaginável”, nota ainda. Este volume de negócio é mais reduzido. Hugo tem 12 pessoas a trabalhar com ele, mas mesmo assim calcula que o prejuízo que a tempestade lhe causou ascenda aos “muitos milhões de euros”.
“O telhado foi arrancado completamente, a cobertura quase toda foi ter às casas aqui à frente. Protegemos as máquinas, o que conseguimos com plásticos, mas mesmo assim é complicado por causa das partes elétricas e eletrónicas, se já ficariam afetadas com humidade quanto mais com a chuva”, diz.