Que o exercício físico faz bem ao coração já não é novidade, contudo, conforme realça o Today, há um outro hábito muito recomendado pelos especialistas: rir até às lágrimas.

O cardiologista Michael Miller revelou ao website que chega mesmo a prescrever esta atividade aos seus pacientes

Rir faz bem à saúde do seu coração!

Segundo Miller, rir às gargalhadas pode reduzir o risco de ataque cardíaco. 

“Quando alguém se está a rir, não está em stress”, afirmou. “No mínimo, o que está a acontecer é que alguém está a neutralizar os efeitos do stress. Mas, na melhor das hipóteses, está a aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos”, algo que faz bem ao coração. 

Há ainda estudos que descobriram que rir diariamente estava associado a uma menor prevalência de doenças cardiovasculares. “O riso em si contribui para aumentar a longevidade e reduzir a incidência de doenças cardiovasculares”, notaram os investigadores.

Porque é que rir faz bem?

Quando nos rimos, libertamos endorfinas (neurotransmissores e analgésicos naturais) no cérebro, o que leva a uma série de efeitos cardioprotetores, afirma Miller, que tem vindo a estudar os efeitos do riso desde a década de 1990.

Ora, os recetores localizados no revestimento dos vasos sanguíneos são ativados, o que leva à libertação de óxido nítrico, uma substância química “muito valiosa” que causa a dilatação dos vasos sanguíneos e reduz a inflamação.

Isto faz com que os vasos sanguíneos se tornem mais flexíveis quando dilatados, melhorando o fluxo sanguíneo, aumentando a circulação e reduzindo a pressão arterial. 

“De certa maneira, é muito semelhante ao exercício físico, porque o exercício também liberta endorfinas e dilata os vasos sanguíneos”, explica o médico.

Para além disso, o riso melhora o humor, tendo um impacto positivo na ligação coração/cérebro. 

Estudo. Homens correm risco de sofrer problemas do coração mais cedo

Um estudo feito por investigadores da Universidade de Northwestern concluiu que os homens correm um maior risco de sofrer problemas cardíaco em idades precoces, como os 30 anos, comparativamente com as mulheres, que manifestam os mesmos problemas, mas anos mais tarde.

Mariline Direito Rodrigues | 08:03 – 30/01/2026