O comandante dos Bombeiros de Óbidos, Bruno Duarte, refere, ao JN, que a corporação foi acionada, pelas 18 horas de sábado, para a remoção de um cadáver. Após o alerta das autoridades judiciais, uma ambulância da corporação deslocou-se à Lagoa de Óbidos e os voluntários depararam com um corpo no areal, a mais de 50 metros da linha de água. “O cadáver foi transportado para o serviço do Instituto de Medicina Legal de Torres Vedras”, acrescenta Bruno Duarte.

Um comunicado da Polícia Judiciária (PJ) de sábado já referia que o cadáver de Maria Custódia Amaral tinha sido “escondido” nas imediações da Lagoa de Óbidos, local que foi alvo de “inspeção”. Entretanto, o JN confirmou que o corpo foi enterrado no areal.

O esconderijo terá sido revelado pelo alegado homicida, após várias diligências realizadas pela PJ terem permitido a sua identificação. “A investigação, desenvolvida de forma célere e ininterrupta, permitiu recolher um conjunto robusto de indícios e provas que possibilitaram identificar o presumível autor do crime”, lê-se no mesmo comunicado. O detido terá assassinado Maria Custódia Amaral na própria residência, situada na Lourinhã, uma vez que a busca efetuada à habitação permitiu encontrar “vestígios hemáticos [sangue da vítima] relevantes, que vieram a corroborar as fortes suspeitas”.

Alguns órgãos de comunicação avançaram que o suspeito, logo depois de ter confessado o crime, explicou que, já com a filha da atriz Delfina Cruz morta, usou o carro da vítima para transportar o cadáver até à Lagoa de Óbidos. Uma vez no local, escavou um buraco e ocultou o corpo da mulher, com 54 anos.

“O suspeito será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação”, informa a PJ. A ida a tribunal acontecerá nesta segunda-feira e, perante o juiz, o suspeito poderá comunicar os motivos que o levaram a cometer o crime. Também poderá explicar o tipo de relacionamento que mantinha com a vítima