Se tem um negócio que acompanha Phil Collins desde sempre é essa sensação de “fora do script” do rock: ele virou estrela global, mas nunca pareceu muito interessado em cumprir cartilha. E isso passa por uma coisa bem simples (e bem honesta): o tipo de som que ele curtia, e o tipo que ele simplesmente não ligava.

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Quando ele fala de formação, a conversa vai longe do mito “todo mundo cresceu ouvindo os pioneiros do rock’n’roll”. Collins costuma puxar mais pro lado do jazz, e não esconde que se amarrava em bateristas como Buddy Rich. E, já mais velho, ele também se envolveu com projetos que não têm muita paciência pra “quadradinho” básico, tipo Weather Report – sem falar na fase com Brand X.

Aí entra a parte curiosa: justamente aquela prateleira que muita gente trata como fundação do rock, o rock’n’roll (e o clima rockabilly) dos anos 50, não era a praia dele. Em trecho de entrevista repostada pela Far Out, ele explicou que o irmão, mais velho, ouvia Radio Luxembourg tocando Bill Haley, Eddie Cochran e companhia e ele, simplesmente, não se interessava por aquilo.

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“Meu irmão era oito ou nove anos mais velho e estava sempre ouvindo a Rádio Luxembourg, que tocava Bill Haley, Eddie Cochran, coisas assim, que não me interessavam nem um pouco. Eu nunca gostei dessa música. Mas quando comecei a tocar seriamente, o ‘beat’ inglês estava acontecendo, os Shadows e bandas assim.”

Esse “ponto de virada” diz muito sobre como ele se enxerga dentro do rock. Em vez de começar no pacote Elvis/anos 50 (com Elvis Presley como símbolo popular), ele se conecta mais com a onda britânica do começo dos anos 60 e aí sim ele cita The Shadows, além do guitarrista Hank Marvin. E dá pra ver como esse caminho “por outra porta” aparece também no tipo de parceria que ele fez fora do circuito “purista”: por exemplo, com Eric Clapton, ele co-produziu o álbum “Behind the Sun” (gravado em 1984 no AIR Studios, em Montserrat) e tocou/assinou partes de estúdio no projeto.

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Já quando o assunto vira Led Zeppelin, a história ganha aquele tempero de bastidor que todo mundo conhece: Collins tocou bateria com a banda na reunião do Live Aid em 13 de julho de 1985, e anos depois descreveu a experiência como um desastre: um set com pouca preparação, logística insana, e que ele mesmo reconhece que não funcionou.

No papel, pode soar estranho um cara que “nunca curtiu” uma parte importante do rock acabar no meio de coisas tão gigantes. Só que a carreira dele sempre teve essa cara: ele não precisou ser devoto do rock’n’roll dos anos 50 pra virar um nome central dos anos 80, nem pra circular com gente que veio de outra escola. E talvez seja isso que incomode e, ao mesmo tempo, explique muita coisa sobre ele: Collins chegou onde chegou sem pedir benção ao “santuário” certo – e ainda fez questão de contar, com todas as letras, por qual rádio ele não entrou.

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