O idealista divulgou uma nova análise que mostra um aumento significativo da procura por casas de luxo em Portugal por parte de compradores dos Estados Unidos, num contexto marcado pela incerteza política e económica naquele país, o chamado “efeito Trump”.
O estudo mostra que os Estados Unidos representam actualmente cerca de 12% da procura internacional por casas de luxo em Portugal, sendo a segunda nacionalidade mais activa neste segmento depois do Reino Unido. A maioria das pesquisas incide sobre imóveis acima de um milhão de euros.
Lisboa, Faro e Porto concentram o maior interesse, mas há também forte procura em regiões como Madeira e Açores. Estes três distritos, juntos, concentram mesmo 72% da procura por casas de luxo vinda dos Estados Unidos.
Já a ilha da Madeira (6,1%), Setúbal (5,6%), a ilha de São Miguel (3,9%) e Leiria (3%) apresentam um peso moderado no total de visitas a casas de luxo desde os Estados Unidos, mostram os mesmos dados do idealista/data referentes ao último trimestre de 2025.
Além destes territórios, Braga, Viana do Castelo e Aveiro são os únicos distritos que apresentam um peso da procura norte-americana por casas premium acima de 1%, sendo diminuto e pouco expressivo nos restantes distritos do país.
A presença de potenciais compradores norte-americanos com alto poder de compra em Portugal pode, assim, estar a ser alimentada pelas actuais tensões geopolíticas e económicas nos Estados Unidos, provocadas por Trump, mas não só. Também Zohran Mamdani, o novo presidente da câmara de Nova Iorque, prometeu intervir no mercado habitacional da capital financeira do mundo, congelando rendas e introduzindo mais impostos sobre cidadãos com maiores salários.