Afonso Leitão recorda juventude rebelde e entrada na tropa: “Vou só passar o fim de semana fora”. Esteve três meses desaparecido, disse.
A manhã televisiva ficou marcada por uma conversa inesperada e bem-humorada. Afonso Leitão foi o convidado do programa Bom Dia Alegria, onde falou abertamente sobre o passado.
À conversa com Zé Lopes, o ex-concorrente revelou episódios da adolescência que contrastam com a imagem disciplinada que hoje transmite.
Discussão em casa levou a ausência prolongada
Inicialmente, Afonso recordou uma fase mais impulsiva da juventude. Terminava o secundário, jogava râguebi e vivia conflitos típicos da idade.
Contudo, uma discussão com a mãe teve consequências inesperadas. O que seria apenas um fim de semana fora transformou-se numa longa ausência.
“Houve uma vez que eu tive uma discussão com ela e eu peguei e disse: ‘Vou só passar o fim de semana fora’. Estive quase três meses.”
Assim, a “fuga” acabou por se prolongar muito além do previsto.
O detalhe que o denunciava sempre
Entretanto, apesar de evitar atender as chamadas da mãe, acabou por ser facilmente localizado. O próprio admite que a estratégia não foi a mais inteligente.
Entre risos, confessou:
“Ela ligou-me, ela muitas vezes ligou-me, eu não atendia, só que imagina, eu nunca fui muito dotado à inteligência nessa altura (…) A minha mãe trabalha no banco e eu tinha conta lá e só usava o cartão desse banco em todo o lado. Ela sabia sempre onde é que eu andava.”
Dessa forma, cada pagamento acabava por revelar o paradeiro.
Ultimato levou-o à tropa
Por outro lado, o regresso a casa marcou uma viragem decisiva. Aos 19 anos, recebeu um aviso claro da mãe.
“Tu vais para a tropa agora. Se não vais, ponho-te eu.”
Apesar do fascínio por filmes de ação e pelo universo militar, Afonso admitiu que adiava a decisão por receio de perder a vida social.
Medo das alturas não travou escolha
Além disso, o caminho não foi simples. Teve de ser operado aos olhos para se candidatar e ponderou alternativas às tropas especiais.
O motivo era específico.
“Eu tenho imensas vertigens, portanto, paraquedistas não será se calhar a minha melhor opção. Portanto, se calhar são os Comandos.”
Ainda assim, o destino acabou por conduzi-lo aos Paraquedistas. Surgiu uma vaga mais cedo do que noutras unidades e, incentivado pela mãe, aceitou o desafio.
“A melhor decisão da minha vida”
Por fim, Afonso não esconde a satisfação com a escolha. O balanço é claramente positivo.
“Foi a melhor coisa que eu fiz, a melhor decisão da minha vida. Quatro anos.”
Deste modo, a história do antigo rebelde transformou-se num percurso de disciplina e superação, revelado numa conversa leve, mas cheia de memórias marcantes.
