O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, ausentou-se de Portugal em plena crise meteorológica para frequentar uma formação em Bruxelas, entre os dias 26 e 28 de janeiro, avança a revista “Sábado”.
A deslocação, autorizada pelo presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), ocorreu durante a passagem da tempestade Joseph e imediatamente antes da chegada da depressão Kristin.
Apesar de especialistas terem alertado para um comboio de tempestades logo a 21 de janeiro, o comandante partiu para a capital belga no âmbito de um curso do Instituto da Defesa Nacional, adianta ainda a “Sábado”.
A ANEPC justifica a autorização da viagem alegando que, no momento da partida, não havia informação formal sobre a gravidade da depressão Kristin, que só lhe terá sido comunicada na noite de 26 de janeiro. Fonte oficial da autoridade sublinha à “Sábado” que a estrutura é hierarquizada e que a continuidade das operações foi assegurada pelo 2º comandante nacional e por cinco adjuntos.
O Centro de Coordenação Operacional Nacional foi ativado extraordinariamente pelo presidente da ANEPC, José Manuel Moura, permanecendo operacional durante o pico da crise, enquanto o comandante nacional apenas retomou funções na noite de 28 de janeiro.