Marcelo Rebelo de Sousa fala agora em Ourém, a primeira paragem no âmbito das zonas afetadas. Salientando o “problema das comunicações” que ainda existem em vários casos, Marcelo apontou que esta situação “isolava ainda mais as pessoas.”
“O desafio é duplo. Neste dia, dia 3. O primeiro é de responder às necessidades mais imediatas, básicas. Alojamento em condições minimamente aceitáveis das pessoas”, afirmou, falando na necessidade de fazer um levantamento naquela zona.
“Nesta primeira frente, papel das autarquias é essencial”, atirou, alertando que as pessoas têm de fazer chegar às freguesias e municípios as necessidades mais urgentes.
“Outra prioridade são as medidas que não são as mais imediatas, mas que têm de ser satisfeitas”, enumerou.
Marcelo disse ainda que no encontro com o primeiro-ministro, que aconteceu esta tarde, se falou do futuro. “O processo não acabou. Falou-se desse futuro imediato. Estamos convictos, pelas projeções da Proteção Civil, não é tão grave como o que aconteceu no passado. Quinta-feira um pico, e sabe-se agora que depois é sábado. Veremos como é como é”, afirmou, sublinhando que esta era a informação atual.
“O futuro é já depois de amanhã”, reforçou.
Marcelo falou ainda sobre a prioridade das medidas, dizendo que esteve de acordo com o primeiro-ministro com a urgência de ter as necessidades básicas, como água, luz, entre outros.
“Depois, muito importante, acompanhar aquilo que o Governo está a fazer junto das instituições europeias”, apontou, lembrando que estes apoios nasceram exatamente de uma situação de catástrofe, a Covid-19.