O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garantiu, em entrevista à SIC, que o Governo vai suportar os custos de uma intervenção de emergência, que arrancará esta terça-feira, nas casas que ficaram sem telhado devido à depressão Kristin.
O ministro da Economia esteve reunido com empresários e empresas de construção civil, encontro do qual resultou a decisão de estas empresas irem para o terreno “imediatamente” para tentar minimizar os danos da depressão Kristin. “Não são reparações definitivas, mas medidas de emergência para evitar que entre água”, explicou.
Em entrevista à SIC Notícias, Manuel Castro Almeida informou que estas equipas deverão estar no terreno esta terça-feira e que os custos desta “intervenção de emergência” serão suportados pelo Governo. “Não estamos a falar de muito dinheiro. (…) A operação definitiva ficará a cargo das companhias de seguro”, esclareceu.
“O Governo está a ser diligente, é uma marca deste Governo em caso de catástrofe, quer na aprovação dos mecanismos de apoio quer em fazê-los chegar ao terreno.”
O ministro da Coesão Territorial afirmou ainda que as verbas de emergência devem chegar apenas no final do mês, sugerindo que as famílias utilizem o “ordenado do mês passado” para suprir as necessidades imediatas de quem ficou sem casa.
Rodrigo Guedes de Carvalho confrontou o ministro com a realidade de quem perdeu o telhado e enfrenta chuvas intensas sem liquidez financeira para obras urgentes. Castro Almeida defendeu ainda que Portugal enfrentou “os ventos mais fortes de sempre”, rejeitando a tese de falta de preparação perante fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
Manuel Castro Almeida, recusa a ideia de que poderia ter sido feito mais na prevenção dos danos causados pela depressão Kristin, defendendo que a “Proteção Civil tomou imensas medidas” nesse sentido. “Este Governo não se arroga ser um super Governo, capaz de impedir uma tempestade. Somos apenas um Governo que é responsável e que faz tudo o que pode para resolver os problemas”, afirmou.
“Será fácil dizer que nem tudo foi perfeito, é bonito dizer. Mas se me perguntar assim: ‘O que é que falhou?’. Eu também não lhe sei dizer”, admitiu Castro Almeida.
Passando para o tema dos apoios, nomeadamente os da União Europeia (UE), o ministro da Economia voltou a garantir que Portugal vai ativar o mecanismo de solidariedade, reiterando que o Governo tem “12 semanas para fazer esse pedido”.
Questionado sobre o porquê de não o fazer já, Castro Almeida desvalorizou a necessidade de rapidez: “Infelizmente, quando o fizermos, vai demorar meses a receber a resposta”. E, para além disso, notou, “é preciso fazer uma descrição pormenorizada de quais são os prejuízos – coisa que está a ser feita neste momento”.