O comandante da Guarda Costeira responsável pela região do Golfo do México, contra-almirante David Barata, afirmou perante o Congresso norte-americano que haverá “entre 600 e 800 embarcações sancionadas que compõem uma frota fantasma” envolvendo “o Irão e a Venezuela, a China e a Rússia”.

“Apenas uma pequena percentagem” foi apreendida, acrescentou.

Estas embarcações utilizam diversos métodos para ocultar a sua localização ou identificação: “documentos falsos, propriedade falsa, identificações de embarcações que já foram destruídas”, enumerou Barata.

Em dezembro, o presidente Donald Trump ordenou o bloqueio de petroleiros ligados à Venezuela, o que levou à apreensão de sete deles.

No início de janeiro, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro no Atlântico Norte que perseguiam desde a costa venezuelana.

Acusaram-no de navegar sob falsa bandeira russa e de contornar as sanções transportando petróleo venezuelano, russo e iraniano.

Desde o ano passado, Washington tem mobilizado recursos militares significativos nas Caraíbas, que atacaram embarcações ligadas, segundo as autoridades norte-americanas, ao tráfico de droga, intercetaram petroleiros e participaram na operação de captura de Nicolás Maduro, ex-líder do regime da Venezuela.