Ainda que sofra algumas oscilações, as vendas de carros elétricos estão estáveis no crescimento. Este é um caminho que não se conseguirá inverter e que é já natural. A Noruega tem liderado este campo, com uma adoção única. A reforçar esta posição estão os número de vendas de janeiro. Apenas 98 carros diesel vendidos na Noruega em janeiro.
Será o fim do motor a combustão?
A Noruega continua a ser o barómetro mundial para a mobilidade elétrica e os dados de janeiro de 2026 confirmam uma tendência que parece irreversível. Mesmo após o governo ter reduzido os generosos incentivos fiscais que impulsionaram o setor durante anos, a venda de veículos a combustão caiu para números residuais.
Durante o primeiro mês do ano, foram comercializadas apenas 98 unidades movidas a diesel em todo o país, um indicador claro de que a “missão cumprida” declarada pelas autoridades em outubro passado é uma realidade prática. A transição norueguesa atingiu um ponto de maturidade onde o veículo elétrico já não depende exclusivamente de subsídios para convencer o consumidor.
Em janeiro, os carros elétricos garantiram uma quota de mercado de 94%, um valor que, embora ligeiramente inferior aos 95,8% registados no período homólogo de 2025, demonstra uma resiliência notável face às mudanças legislativas. O novo teto imposto aos benefícios fiscais, que agora penaliza modelos de gama alta, não travou a preferência dos condutores, que parecem ter interiorizado as vantagens da tecnologia.
98 carros diesel vendidos na Noruega
A análise detalhada dos números revela um cenário quase de “extinção” para os motores tradicionais. Além das escassas 98 unidades diesel, foram vendidos apenas 29 híbridos e 7 carros exclusivamente a gasolina. Como refere a análise aos dados do setor, “as vendas de carros movidos a combustíveis fósseis simplesmente não são significativas e certamente não justificam os vários investimentos em infraestrutura necessários para manter uma frota deste tipo”.
O ligeiro decréscimo no volume total de vendas em janeiro é explicado por um fenómeno de antecipação. Em dezembro, os noruegueses correram aos concessionários para aproveitar os últimos momentos dos incentivos plenos, resultando num mês recorde com mais de 35 mil matrículas.
O exemplo da Noruega serve agora de lição para outros mercados. O país demonstra que, uma vez estabelecida a infraestrutura e a confiança do consumidor, o mercado elétrico consegue caminhar pelo próprio pé. A realidade é simples: “Os elétricos são agora o padrão e não há razão para procurar outra solução”, confirmando que a meta de 100% de vendas elétricas até ao final de 2025 na Noruega está praticamente alcançada.

