Segundo o portal da Internet “Meduza”, o grupo empresarial Neiry, mais dedicado à Inteligência Artificial, implanta microcircuitos integrados em pombos para que estes possam vigiar instalações industriais ou militares, mas com aplicação também em operações de socorro e resgate.

Entre os dirigentes do Neiry Group está um professor da Universidade Estatal de Moscovo, Mikail Lebedev, o qual colabora com o laboratório sob responsabilidade da filha de Putin, Katerina Tíjonova.

O biólogo Vasili Popkov, que já colaborou com Lebedev em experiências semelhantes com ratos, é quem dirige os trabalhos para “desenvolvimento de interfaces neuronais invasivos”.

Os investidores do projeto são diversas organizações sob alçada do presidente russo e uma fundação detida pelo oligarca do setor dos metais Vladimir Potanin, entre outras figuras ligadas ao regime do Kremlin (presidência russa).

Os futuros “pombos-espiões” distinguem-se facilmente por terem um cabo que sai das respetivas cabeças e está ligado a um pacote no dorso, o qual contém uma bateria recarregável por energia solar, além da câmara de vídeo ao peito.

Os implantes eletrónicos Neiry são alojados no cérebro das aves e recebem depois estímulos elétricos para controlar as ações e voos daquelas.

O fundador do tecnológico Neiry Group, Alexander Panov, comparou o controlo do livre-arbítrio dos pombos ao que acontece com um cavaleiro e a sua montada ou a ordenha de vacas e outros animais.

Os peritos citados pelo “Meduza” sublinham que há um grande investimento no grupo empresarial e, segundo a revista especializada Forbes, a Neiry faturou 481 milhões de rublos (5,3 milhões de euros) desde a sua fundação, em 2018, atraindo cerca de mil milhões de rublos (11 milhões de euros) para os seus projetos.