A ministra do Ambiente e Energia assegura que, no sábado, “95% dos clientes terão acesso à rede” e, no sábado seguinte, “serão 98%”. Segundo a governante, até ao fim de fevereiro “tudo fica reposto a 100%”.
Em entrevista à SIC Notícias, Maria da Graça Carvalho assume que “o nosso sistema elétrico foi completamente devastado naquela zona, naquele corredor de Leiria, a Figueira e até quase a Espanha”.
Segundo a ministra, os ventos varreram os postes de alta, média e baixa tensão, que “não estão preparados” para ventos na ordem dos 200 km/h.
“Os postes estão preparados para ventos de 150 km/h”, explicou. “Nós não temos rede e postes para aguentar esses ventos. A única possibilidade era se tivessemos rede enterrada, que é muito mais cara.”
Maria da Graça Carvalho admite que o Governo já estava a par das previsões de rajadas na ordem dos 140 km/h mas “já não havia nada a fazer” quanto a “substituir um sistema de rede elétrica nacional”.
“Havia [algo a fazer] em relação às pessoas no sentido de dizer – e isso foi feito – de evitar sair de casa, tirar os toldos”, continuou. “Agora, em relação à rede, uma rede deste género demora muitos meses ou anos a ser construída. É um sistema extremamente complexo.”
Questionada sobre por que razão, perante a previsão de que a rede elétrica não seria resiliente a estes ventos, o Governo distribuiu geradores, a ministra justifica que também a distribuição de geradores é “complexa”.
“Como foi prolongado e como o impacto foi muito maior do que nós pensávamos, começámos a distribuir os geradores e é por isso que tem demorado”, sustenta.
“Nós tivémos a previsão da magnitude muito perto do evento. [Quando] tivémos essa informação, não nos dava tempo de distribuir geradores naquela zona porque aquela zona é extremamente complexa do ponto de vista de rede, porque é muito dispersa. Nós temos as pessoas muito dispersas pelo pinhal de Leiria, em Pombal, no concelho de Leiria, na Marinha Grande…”, explica a ministra do Ambiente. “Temos de nos preparar.”