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Markus Söder incentiva os alemães a trabalharem mais. Contas do instituto de economia prevêem impacto significativo.

Há algum tempo que se aborda esta questão: os alemães deveriam trabalhar mais do que trabalham?

Reduzir, nem pensar. Aparentemente, A semana de 4 dias já passou praticamente a ser mito na Alemanha: “Com uma semana de 4 dias e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, não conseguiremos manter a prosperidade deste país”, avisou o chanceler Friedrich Merz.

Aliás, Merz avisou na altura (Maio do ano passado) que, se quiserem uma Alemanha mais competitiva: “Precisamos de trabalhar mais e, sobretudo, de forma mais eficiente neste país”.

Agora é partido CSU a seguir o mesmo rumo: é preciso trabalhar mais na Alemanha. E o conselho económico do partido bávaro já apresentou um relatório em Berlim sobre o aumento das horas de trabalho.

Uma hora extra de trabalho por semana iria trazer-nos um enorme crescimento económico e, na verdade, não é pedir demais“, comentou no canal ARD o líder do partido, Markus Söder.

O presidente do CSU acredita que o rumo certo é reduzir os impostos e discutir horários de trabalho e esperanças de vida mais longas.

Ao mesmo tempo, porém, defende que também é preciso criar incentivos para encorajar mais pessoas a optar por empregos a tempo inteiro.

Em relação à reforma, diz que os alemães deveriam retirar-se do mundo laboral aos 63 anos; uma reforma antecipada sem “punições”, especialmente para quem contribuiu para a Segurança Social durante mais anos.

Entretanto, o Instituto Alemão de Economia (IW) fez contas: prevê um lucro de 116 mil milhões de euros por ano (subida de 2,6% do PIB) com uma hora extra de trabalho por semana em cada trabalhador.

Ou seja, destaca o Handelsblatt, o IW acredita que essa alteração pode ter um impacto significativo na economia alemã.


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