“Livre e em casa.” A mensagem, enviada por Jeffrey Epstein às 8h37 de 22 de julho de 2009, celebrava a sua saída da prisão. O milionário americano fora condenado a uma pena de 18 meses, por crimes ligados à exploração sexual de menores. Do outro lado, a resposta foi imediata: “Como vamos celebrar?”, escreveu Peter Mandelson, então ministro da Economia do Governo trabalhista de Gordon Brown (2007-10).

Este é o conteúdo de um de vários ficheiros revelados este fim de semana pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América (EUA), que mostram a relação próxima entre Mandelson e Epstein, que morreu na prisão em 2019, num suicídio que alguns questionam, enquanto aguardava julgamento por crimes de tráfico sexual.

Mandelson foi nomeado diretor de comunicações do Partido Trabalhista em 1985, durante a liderança de Neil Kinnock e a longa passagem pela oposição, governava a conservadora Margaret Thatcher. Sempre a subir, foi deputado e ministro, tendo atingido o auge no Partido Trabalhista nos tempos de Tony Blair (1997-2007). Menos presente nos catorze anos de oposição (2010-24), inimigo figadal do líder esquerdista Jeremy Corbyn (2015-19), foi recuperado pelo atual primeiro-ministro, Keir Starmer, no poder desde 2024.

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