O homem habita, com 20 gatos, uma casa situada num ponto elevado de Reguengo do Alviela, no distrito de Santarém. Contactado pelo telefone, comunicou que não vai abandonar a habitação mesmo depois do aumento significativo do nível das águas do Alviela, rio que desagua no Tejo.
“Não quero saber, daqui não saio”, comunica o morador aos bombeiros e à equipa de assistentes sociais que o tentaram convencer a aceitar a retirada que está a ser operacionalizada pela Proteção Civil e pelos Bombeiros de Pernes.
“Efetivamente o senhor tem 20 gatos. Vamos tentar recolher os animais todos (…) e convencer o senhor a sair”, disse à Lusa o sub-comandante dos Bombeiros de Pernes, Pedro Carvalho.
Para auxiliar os bombeiros, uma equipa da GNR deslocou-se à aldeia isolada, numa embarcação da Proteção Civil, para tentar convencer o habitante a “mudar de ideias”. O bote seguiu para a aldeia com várias jaulas de transporte de animais a bordo.
Até ao momento, as autoridades retiraram de Reguengo do Alviela um total de nove pessoas e cinco animais de companhia.
O último resgate ocorreu às 13 horas quando a lancha da Proteção Civil desembarcou um grupo de quatro pessoas e três animais de companhia.

A maior parte dos habitantes abandonou a localidade na quinta-feira, mas cerca de dez pessoas em casas com andares superiores quiseram ficar e ainda esperam ser retirados durante as próximas horas.
O agravamento do estado do tempo e as descargas das barragens agravaram as condições de segurança dos habitantes isolados pelas águas do rio.
A Proteção Civil e os Bombeiros de Pernes montaram uma base junto de uma estrada submersa a cerca de dois quilómetros da aldeia.