De acordo com previsões disponibilizadas pela Meteored Portugal, um novo rio atmosférico marcará o arranque da próxima semana, entre os dias 9 e 10 de fevereiro, atingindo Portugal continental e Açores.
Este novo rio atmosférico, “carregado de ar tropical quente e muito húmido, será impulsionado para o arquipélago dos Açores e Portugal continental devido ao transporte promovido pela circulação da nova tempestade atlântica e ao posicionamento do anticiclone dos Açores”, segundo a interptetação da Meteored Portugal.
Os mapas obtidos por satélite, mostram que o rio de humidade “atingirá especialmente as regiões Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Alto Alentejo“, onde contribuirá para a intensificação, eficiência e persistência da chuva.
Com a progressão da tempestade atlântica em deslocação para leste, o rio de humidade irá afetar também o sul de França e as Ilhas Britânicas, proporcionando a ocorrência de chuva intensa.
Os valores de precipitação diários previstos para o início da próxima semana “não são tão significativos como os dos últimos dias”, segundo a Meteored, mas ainda assim “continuará a chover sobre várias regiões” que estão saturadíssimas de água, num território que já está geralmente fragilizado e vulnerável, o que aumenta os riscos de desmoronamentos e derrocadas.
O que é um rio atmosférico?
Os rios atmosféricos são faixas estreitas e alongadas na atmosfera que funcionam como verdadeiros “corredores de transporte de vapor de água”, deslocando grandes quantidades de humidade desde as zonas tropicais até às latitudes médias. Quando interagem com frentes frias ou massas de ar instáveis, podem gerar chuva forte e persistente.
A Meteored Portugal sugere que haja bom-senso e recomenda que sejam acatados os avisos, conselhos e instruções emitidos pelas autoridades de Proteção Civil, autarquias e demais instituições.
Com os solos saturados, rios a transbordar e várias albufeiras e barragens no limite, mesmo que a chuva abrande, continuará a haver problemas. Neste sentido, a Meteored recomenda muita atenção também ao elevado risco de derrocadas e deslizamentos de terra, especialmente nas zonas montanhosas.