Manejo farmacológico da dor endodôntica pós-operatória e prescrição de antibióticos em infecções endodônticas: uma revisão integrativa
Nicole Cristina Domingues
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Como Citar:
DOMINGUES, Nicole Cristina. Manejo farmacológico da dor endodôntica pós-operatória e prescrição de antibióticos em infecções endodônticas: uma revisão integrativa. Revista Sociedade Científica, vol. 9, n. 1, p.156-168, 2026.
https://doi.org/10.61411/rsc2026122619
DOI: 10.61411/rsc2026122619
Área do conhecimento: Ciências da Saúde
Palavras-chave: Odontologia; Endodontia; Interação Medicamentosa; Dor Pós-Operatória.
Publicado: 6 de fevereiro de 2026.
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Resumo
Considerando que a dor pós-operatória em endodontia é altamente prevalente e resulta de processos inflamatórios e microbianos, pode-se afirmar que seu controle deve ocorrer prioritariamente por meio do uso de anti-inflamatórios, enquanto os antibióticos devem ser utilizados apenas quando devidamente indicados, evitando práticas inadequadas que favoreçam a resistência bacteriana. Nesse contexto, esta pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão sistemática da literatura, cujo objetivo principal consistiu na análise das evidências atuais acerca do uso farmacológico no controle da dor pós-operatória endodôntica, bem como na análise das indicações para o uso de antibióticos em infecções, verificando se sua utilização ocorre de forma racional. Dessa forma, com base nas evidências disponíveis, pode-se afirmar que a dor pós-operatória em casos de tratamento endodôntico tem origem predominantemente inflamatória e técnica, sendo adequadamente controlada por anti-inflamatórios. Os antibióticos, por sua vez, devem ser reservados exclusivamente para situações que envolvam manifestações sistêmicas com potencial de disseminação microbiana, devendo sua utilização ocorrer com rigor, a fim de evitar prescrições inadequadas e contribuir para o combate à resistência bacteriana. Conclui-se, portanto, que a dor pós-operatória deve ser controlada prioritariamente com os anti-inflamatórios, enquanto os antibióticos devem ser de uso restrito, limitado a indicações reais e fundamentadas em evidências científicas.

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