Nos bastidores da Fórmula 1, a antecipação para a temporada de 2026 está a ser ensombrada por uma acesa disputa em torno do motor da Mercedes. A equipa é acusada de explorar uma lacuna no regulamento para alcançar uma taxa de compressão superior à permitida, enquanto a Red Bull lidera um movimento para forçar uma mudança nas regras.
A polémica surgiu quando a Red Bull alegadamente informou as equipas rivais de que a Mercedes estaria a utilizar um truque para exceder o limite de taxa de compressão de 16:1, atingindo 18:1 durante o funcionamento do motor. Apesar da Mercedes garantir a legalidade do seu motor, a Red Bull, juntamente com a Ferrari, Audi e Honda, procura agora uma alteração nas regras que impeça esta prática, caso exista.
Quatro fabricantes contra a Mercedes
A Red Bull terá tentado replicar o conceito, mas, sem sucesso, parece ter-se aliado à Audi, Honda e Ferrari. Com quatro fabricantes unidos, existe potencial para alcançar a maioria qualificada necessária para uma mudança imediata. No entanto, a FIA parece até aqui defender a interpretação atual do regulamento. Resta saber se a federação muda eventualmente de posição e atua.
Com a homologação final das unidades motrizes prevista para março, seria difícil alterar projetos antes da primeira corrida. Assim, mesmo com consenso político, uma revisão só deverá entrar em vigor mais tarde, possivelmente em 2027. A disputa promete agitar ainda mais os bastidores da Fórmula 1.