10 de fevereiro 2026 às 18:01

Uma jovem portuguesa de 22 anos morreu cinco dias após se submeter a uma cirurgia plástica numa clínica na Turquia que conheceu através das redes sociais. O caso está a ser investigado há dois anos e continua sem julgamento.

Segundo o jornal turco Haberler, a vítima, Aida Alexandre Oliveira, que vivia na Suíça, viajou para Istambul a 1 de março de 2024 para realizar uma cirurgia estética. No próprio dia da chegada, dirigiu-se à clínica e foi submetida a uma lipoaspiração com injeção de gordura nos quadris.

Após a intervenção foi para o hotel onde se hospedou. Cinco dias depois sentiu-se mal e voltou ao hospital privado, onde foi observada pelo mesmo médico que realizou a cirurgia. Aida acabou por morrer a 7 de março.

A autópsia concluiu que a jovem morreu devido a uma hemorragia interna, provocada pela rutura de um vaso sanguíneo durante a operação, bem como por obstrução das vias respiratórias causada por um coágulo.

A investigação continua em curso e as autoridades turcas procuram apurar se existiu negligência médica.

Pais pedem justiça

Citados pelo Haberler, os pais da jovem afirmam confiar no sistema judicial turco. “Os nossos advogados estão a fazer o possível para resolver o caso e evitar que algo semelhante se repita no futuro. Aconteceu com a nossa filha, mas amanhã pode acontecer com o filho de outra pessoa. A nossa dor é tão profunda que não queremos que mais ninguém passe por isto”, afirmaram.

Eduarda e António sublinham que apenas desejam que o processo avance:
“Perdemos a nossa filha aos 22 anos. No dia 7 de março fazem dois anos da sua morte. Levámos o caso a tribunal para que ela possa descansar em paz. Queremos justiça e esperamos que seja feita o mais rapidamente possível.”

Suspeitas de negligência

O advogado da família, Fatih Bulut, explicou ao mesmo jornal que Aida celebrou, em 2024, um acordo com um médico na Suíça para realizar a cirurgia estética na Turquia, adquirindo um pacote que incluía a operação, as passagens aéreas e uma semana de estadia num hotel em Istambul.

“O contrato referia tratar-se de uma pequena cirurgia. No quinto dia após a operação, Aida sentiu-se mal no quarto do hotel, foi transportada de ambulância para o hospital e acabou por morrer após ser internada”, afirmou.

Segundo o advogado, a família acredita que houve negligência durante o procedimento, quer pelos materiais utilizados, quer pela conduta médica, lamentando ainda que o processo se arraste há dois anos devido a entraves burocráticos.