George Russell voltou a colocar a Mercedes no topo da folha de tempos na manhã do terceiro dia de testes no Bahrein, naquele que foi o registo mais rápido da semana e um sinal encorajador para uma equipa que ontem viveu um dia difícil.

A Mercedes chegou a este terceiro dia com o desejo de sair do lote das equipas com menos voltas dadas neste teste do Bahrein. Esta manhã, Russell não só passou confortavelmente a distância de corrida como fechou a sessão com um 1m33.918s, a volta mais rápida vista até agora neste primeiro teste. O britânico terminou a manhã no topo, com quase três décimos de vantagem sobre Lewis Hamilton, com o segundo tempo mais rápido (1:34.209) e mais de um segundo para Max Verstappen (1:35.341), ainda que, em testes, as incógnitas de combustível e modos de motor relativizem sempre a leitura da tabela de tempos.

Do lado de Maranello, a narrativa destes testes mantém‑se consistente: poucas (ou nenhumas) falhas de fiabilidade, muito trabalho de quilometragem e tempos que não destoam do topo. Depois das 140 voltas e do melhor registo de Charles Leclerc no dia anterior, foi a vez de Hamilton somar mais de meia centena de voltas e colocar o Ferrari na segunda posição da sessão matinal.

A McLaren voltou a fazer uma manhã sólida, apesar dos tempos não terem sido propriamente interessantes. Oscar Piastri terminou a manhã na quinta posição com 73 voltas completadas, logo atrás de Oliver Bearman que voltou a entrar no top 5. Nota de destaque para Liam Lawson que foi o unico a fazer mais de 80 voltas (84)

A Cadillac viveu mais uma manhã de altos e baixos: Valtteri Bottas voltou a ver o seu programa interrompido por uma paragem em pista que originou bandeira vermelha, ecoando a situação do dia anterior com Sergio Pérez. Para uma estrutura que ainda procura construir processos e confiança, são minutos preciosos perdidos numa janela de testes já curta.

A Aston Martin viveu uma manhã movimentada. Com Lance Stroll ao volante durante todo o dia – depois de quarta‑feira ter perdido tempo de pista –, a equipa concentrou‑se em recolha de dados aerodinâmicos. O AMR passou longos períodos com flow‑vis espalhado pela asa traseira e diferentes tampas de motor em teste, alternando entre soluções mais tradicionais, com recortes de arrefecimento, e variantes mais fechadas.

Com a manhã do terceiro dia cumprida, resta às equipas uma derradeira sessão de quatro horas antes de mergulharem na análise detalhada das toneladas de dados recolhidos. A pausa será curta: já na próxima semana o circo regressa ao Bahrein para o segundo teste, e daí até à primeira corrida da época em Melbourne o relógio não abranda.

Posição
Piloto
Equipa
Melhor Volta
Diferença
Voltas
1 George Russell Mercedes 1’33″918 — 78 2 Lewis Hamilton Ferrari 1’34″209 +0.291 69 3 Max Verstappen Red Bull 1’35″341 +1.423 61 4 Oliver Bearman Haas 1’35″972 +2.054 70 5 Oscar Piastri McLaren 1’36″390 +2.472 73 6 Franco Colapinto Alpine 1’36″874 +2.956 64 7 Carlos Sainz Williams 1’37″186 +3.268 68 8 Liam Lawson Racing Bulls 1’37″238 +3.320 84 9 Gabriel Bortoleto Audi 1’38″251 +4.333 60 10 Lance Stroll Aston Martin 1’38″423 +4.505 54 11 Valtteri Bottas Cadillac 1’38″772 +4.854 37

Foto: Philippe Nanchino /MPSA