“O que faço? Sou mãe”, respondeu, com simplicidade. Maria João Galvão, 63 anos acabados de fazer, vive nos EUA há mais de quatro décadas e reconhece que os últimos tempos “não têm sido fáceis”. Há dias, a dois quarteirões da sua casa, em Shoreline, no norte de Seattle, um agente do ICE – o serviço que Trump atirou para as ruas de vários estados numa campanha agressiva de fiscalização de imigrantes – deteve um homem que seguia no carro com o filho. O menino, de dois anos, ficou lá, sozinho. “E coisas deste género estão a acontecer a toda hora”, revelou. Há medo, claro, mas sobretudo “resistência”. É por isso que Maria João tem a casa sinalizada como um espaço onde “todos são bem-vindos, exceto o ICE”. Assim, qualquer imigrante fica a saber “que pode lá entrar se estiver a fugir”. Fala do cartaz, colado nas janelas, como se fosse um gesto simples, há vizinhos que também o têm. Mas as ações de defesa, qual escudo invisível a erguer-se pela paz, não ficam por aqui.
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