Às 14.30 horas, a hora prevista para o início do desfile do Carnaval da Mealhada, o recinto estava já repleto de pessoas para assistir ao corso carnavalesco de Domingo Gordo quando souberam que o desfile tinha sido cancelado. A Associação do Carnaval da Bairrada esperou até à última para tomar a “difícil decisão”, mas face às condições meteorológicas, que davam previsão de chuva para a tarde, optaram por “jogar pelo seguro”.
“As previsões que temos é que vai haver chuva durante a tarde. E qualquer água que pudesse cair [nos fatos e carros alegóricos] iria estragar, e corríamos o risco de não haver mais nenhum desfile, porque se as penas, por exemplo, ficassem estragadas não havia forma de as corrigir”, explica Márcio Freixo, presidente da organização.
Desde as 9 horas da manhã que Matilde Ferrão se estava a preparar para desfilar, pela primeira vez, nas ruas do centro da Mealhada com as cores da escola de samba Real Imperatriz. Quando soube do cancelamento, a 10 minutos do início, não conseguiu evitar ficar triste, mas admite que entende a decisão. “Há muito dinheiro investido nas escolas e as infraestruturas, os carros são coisas que, muitas vezes, não aguentam a água e não convém estar tudo destruído para os próximos desfiles”, afirma a jovem de Cantanhede.
Apesar do cancelamento, que vai valer à organização prejuízos entre os “20 a 30 mil euros”, o programa de Carnaval para os próximos dias mantém-se, com o desfile noturno das escolas de samba na segunda-feira e o corso carnavalesco na terça-feira, a partir das 14.30 horas, com a presença de João Baião, o rei do Carnaval da Mealhada deste ano.
Quanto ao valor dos bilhetes, a organização explicou que os espectadores podem ser reembolsados ou então guardar o bilhete para um dos outros dois dias.