Esta semana, a Agência de Proteção Ambiental (em inglês, EPA) anunciou que vai eliminar os incentivos para a instalação de sistemas automáticos start/stop nos automóveis. Apelidando-a de “interruptor Obama”, o administrador da entidade norte-americana defendeu que todos os condutores detestam essa funcionalidade.
A norte-americana EPA anunciou o fim dos créditos que incentivam as fabricantes de automóveis a instalarem sistemas de start/stop nos seus veículos.
Os sistemas start/stop desligam automaticamente o motor do veículo quando o condutor para completamente, reiniciando, depois, automaticamente o motor quando o condutor tira o pé do travão.
Desenvolvida em resposta à crise petrolífera dos anos 70, segundo recordado pela Associated Press, a funcionalidade tinha como objetivo reduzir o tempo em que o carro está ao ralenti, o consumo de combustível e as emissões.
Apesar disso, o administrador da agência, Lee Zeldin, afirmou que “todos [a] detestam”, conforme citado pelos meios de comunicação social internacionais.
Lee Zeldin, nomeado pelo Presidente Donald Trump para liderar a EPA. Crédito: Jim Lo Scalzo/EPA-EFE/Shutterstock, via ABC News
Em declarações feitas, esta semana, na Casa Branca, ao lado de Donald Trump, Lee Zeldin apelidou a tecnologia start/stop de “interruptor Obama” e disse que faz com que os veículos “morram” em cada semáforo ou sinal de STOP.
Além disso, afirmou que os créditos, que se aplicavam, também, a opções como sistemas de ar condicionado mais eficientes, estão agora “acabados, concluídos, finalizados”.
Norte-americanos detestam os sistemas start/stop
Conforme citado, Zeldin argumentou que os sistemas start/stop – que são mais úteis em condução urbana – são prejudiciais para os veículos, afirmando que “matam a bateria do seu carro sem qualquer benefício significativo para o ambiente”.
As part of today’s repeal of the 2009 Obama EPA Endangerment Finding, the Trump EPA is also ENDING all off-cycle credits, including…🥁🥁🥁…the almost universally HATED start-stop feature in vehicles.
Fixed it!! Promise Made. Promise Kept. https://t.co/OIJwlsmiq0
— Lee Zeldin (@epaleezeldin) February 12, 2026
O anúncio feito esta semana concretiza as promessas de Lee Zeldin relativamente a “corrigir” a funcionalidade. Além disso, vai ao encontro dos ataques mais amplos que têm sido conduzidos pela administração de Donald Trump contra os esforços por veículos mais limpos.
O Presidente dos Estados Unidos já eliminou a meta da administração de Joe Biden de que metade de todos os novos veículos vendidos no país fossem elétricos até 2030, e assinou a lei de impostos e despesas do Congresso que terminou os créditos fiscais federais para a compra de veículos elétricos novos e usados.

