Na véspera de mais uma ronda de conversações com responsáveis russos e norte-americanos, os serviços de informação ucranianos indicaram ainda que Moscovo se prepara para continuar a atacar alvos energéticos, acrescentou Zelensky. “Os relatórios dos serviços de informação mostram que a Rússia está a
preparar novos ataques maciços contra a infraestrutura energética, pelo
que é necessário garantir que todos os sistemas de defesa aérea estão
devidamente configurados”, disse Zelensky no seu comunicado diário em
vídeo.
Tais ataques, afirmou o presidente ucraniano, tornam mais difícil chegar a um entendimento para por fim à guerra, que está prestes a completar quatro anos.
As delegações ucranianas, russas e norte-americanas estão reunidas na cidade suíça de Genebra para a terceira ronda de negociações mediadas pelos EUA, que se centrará, pela primeira vez, na questão mais espinhosa da guerra: o destino do território ucraniano ocupado pela forças russas.

“A Rússia não consegue resistir à tentação dos últimos dias do frio do inverno e quer atingir os ucranianos de forma dolorosa”, acusou. “Os parceiros precisam de compreender isto. Em primeiro lugar, isto diz respeito aos Estados Unidos.”
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, afirmou no Telegram que a sua equipa já se encontrava em Genebra, ansiosa por “trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias”.
Moscovo quer que a Ucrânia ceda a totalidade da região do Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente Vladimir Putin, vai liderar a delegação russa.
“Desta vez, a ideia é discutir um leque mais vasto de questões, incluindo, na verdade, as principais, que dizem respeito tanto aos territórios como a tudo o resto relacionado com as exigências que apresentamos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.
Duas rondas anteriores de negociações apoiadas pelos EUA nos EAU resultaram numa troca de prisioneiros, mas não em avanços significativos para um acordo.
c/ agências