Havana, Varadero, Cayo Paredón e Cayo Santa María. Os quatro hotéis Vila Galé apresentam-se já com a insígnia de “temporariamente encerrados”, confirmou o grupo à Fugas.
Ao longo das últimas semanas, vários hotéis de outras marcas foram sendo fechados, como parte do racionamento de energia a que Cuba está obrigada pelo bloqueio reforçado pelos EUA, levando à quase paragem do turismo, essencial para a sobrevivência económica da ilha.
Até agora, o grupo Vila Galé mantinha dois dos seus quatro hotéis cubanos abertos, como confirmara na semana passada o administrador Gonçalo Rebelo de Almeida, reconhecendo, porém, que a situação podia ser revista a qualquer momento.
“Estão a rever os planos todo o tempo e, portanto, vão suspendendo e encerrando temporariamente os hotéis, vão concentrando (os turistas) noutros, isto tem alguma dinâmica”, indicava o responsável aos jornalistas, citado pela Lusa.
O grupo, único hoteleiro português na ilha, é responsável por cerca de 1700 quartos em Cuba: 600 em cada um dos resorts dos cayos, 450 em Varadero e 60 em Havana.
O hotel em Havana: Vila Galé Express Park View
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Limitando-se a confirmar o encerramento dos quatro hotéis, a comunicação do grupo refere que, para já, não há “mais informação a passar”. Sublinhe-se que além das unidades existentes, a Vila Galé planeava abrir um quinto hotel, localizado em Havana.
Os dois hotéis que mantinha abertos, nos cayos, contavam ainda com, no dizer do administrador do grupo, maioritariamente “operações de canadianos”. Mas também o Canadá, mercado emissor do qual Cuba tem elevada dependência, começa a faltar à ilha, com as companhias aéreas Air Canada e WestJet a cancelarem voos: mais de 1700 foram já cancelados até Abril, tirando o repatriamento de passageiros. O mesmo está a suceder com companhias aéreas de todo o mundo, incluindo as russas.
Na sexta-feira, o Governo português desaconselhou as viagens “não indispensáveis” à ilha, “até que a situação estabilize”.
Com o bloqueio energético dos Estados Unidos a Cuba, o território quase não recebe petróleo desde Janeiro. O plano de emergência do Governo cubano passa por racionar e as medidas já atingem toda a indústria turística, praticamente o único dinheiro que entrava no país. As reservas de combustível para a aviação esgotaram-se e Cuba avisou que não poderiam ser feitos reabastecimentos na ilha – algumas companhias ainda optaram por paragens técnicas em ilhas vizinhas, caso da Air Europa e algumas operações charter, que começaram a usar a República Dominicana para reabastecer.