Aceitei um desafio que mistura tudo o que me move há mais de 20 anos: viajar, observar a natureza, registrar a vida selvagem e transformar esses encontros em histórias capazes de inspirar conservação. Assim nasceu minha nova série sobre o Equador e as Ilhas Galápagos, um dos países mais biodiversos do planeta.

A proposta é simples, mas intensa: registrar a maior quantidade possível de espécies, ao longo de uma jornada que cruza florestas andinas, vulcões, reservas naturais e alguns dos ecossistemas mais emblemáticos do mundo.

Tudo isso virou uma série de episódios curtos, com cerca de 1 minuto e meio cada, que estou publicando semanalmente no meu Instagram, acompanhando passo a passo essa aventura.

Dos Andes ao berço da teoria da evolução

A viagem começou pelo Equador continental, com base em Quito e arredores. Ali, exploramos a diversidade da região andina: a cratera vulcânica de Pululahua, reservas de floresta nublada, áreas de refaunação urbana e trilhas em altitudes variadas. Um dos grandes destaques foi a convivência próxima com os beija-flores, em locais onde a observação de aves é integrada ao turismo de forma exemplar.


Apesar de a biodiversidade brasileira ainda me cativar mais do que a de outros países e ainda achar o Brasil o país mais biodiverso do mundo, o Equador me surpreendeu com sua riqueza. 

Rodamos bastante pela região em busca das espécies locais, mas com um grande prêmio em mente. Um dos símbolos da fauna andina: o urso-de-óculos. Eu nunca havia visto um urso selvagem ao vivo. Foram dias intensos de expectativa, trilhas e observação atenta, até que, no último dia, quase no apagar das luzes, tivemos a felicidade de encontrá-lo. Um daqueles encontros que justificam toda a jornada.

Essa etapa da viagem fiz ao lado de grandes companheiros: Thiago Silva-Soares, biólogo doutor e idealizador da Biotrips, que organizou a expedição com um olhar científico e conservacionista, e Ilka Westermeyer, minha esposa e parceira de todas as aventuras, sempre presente no coração dessas experiências.


Galápagos: um sonho pessoal e profissional

Depois do Equador continental, nos juntamos a um grupo de brasileiros da Biotrips para explorar um dos lugares mais simbólicos da história da ciência: as Ilhas Galápagos.

Para quem trabalha com conservação, ecologia e biodiversidade, estar em Galápagos é uma espécie de oconcur. Caminhar pelos mesmos cenários que inspiraram Charles Darwin, observar animais como os pequenos tentilhões e as enormes tartarugas-gigantes, que inspiraram como a evolução molda a vida, é algo surreal.

As espécies das Ilhas Galápagos tiveram um papel decisivo na construção da teoria da evolução porque mostraram, de forma concreta, como a vida se adapta ao ambiente ao longo do tempo. Ao observar tentilhões com bicos diferentes em ilhas muito próximas entre si, tartarugas-gigantes com variações no formato do casco e iguanas que aprenderam a viver e se alimentar no mar, Charles Darwin percebeu que essas diferenças não eram aleatórias.

Elas refletiam adaptações específicas às condições de cada ilha, como tipo de alimento, relevo e clima. Galápagos revelou que as espécies são moldadas pela seleção natural, onde os indivíduos mais adaptados têm maior chance de sobreviver e se reproduzir. Foi ali, diante dessas variações vivas e palpáveis, que Darwin encontrou as evidências que transformariam a forma como entendemos a origem e a diversidade da vida na Terra.

Ali, vivi esses encontros que guardo para sempre, em meio a paisagens vulcânicas. E até um mergulho inesquecível com leões marinhos, tubarões e raias-manta, um sonho antigo finalmente realizado.

Turismo de natureza como ferramenta de conservação

Uma das grandes lições dessa viagem foi perceber o potencial do turismo de observação da natureza quando bem planejado. No Equador e em Galápagos, a biodiversidade é valorizada, interpretada e compartilhada com visitantes do mundo inteiro.

Isso, em uma cadeia do turismo com boa organização não só internamente, mas também com toda uma engrenagem global. Apesar de não tão rico em biodiversidade como o Brasil, o aproveitamento deles é maior do que o nosso, gerando renda, educação ambiental e, principalmente, conservação de áreas naturais por causa do turismo.


Logicamente que nem tudo são flores… vi muitas coisas ruins e que me deixaram triste, mas ao menos, por lá, parece que eles estão tentando com mais afinco utilizar a natureza de forma sustentável. Foi o que senti e pretendo trabalhar para que tenhamos mais disso por aqui também.

Essa série nasce também desse aprendizado: mostrar que observar, registrar e contar histórias sobre a natureza é uma forma de conservá-la.


Uma série para quem ama a vida selvagem

Ao longo dos episódios, vou compartilhar registros de espécies, bastidores das expedições, curiosidades científicas, encontros inesperados e reflexões pessoais sobre conservação. Tudo em uma linguagem acessível, visual e direta, pensada para quem ama a natureza, a fotografia, a ciência e as boas histórias.

Se você também acredita que conhecer é o primeiro passo para proteger a natureza, te convido a acompanhar essa jornada comigo!

📍 Siga a série no meu Instagram! https://www.instagram.com/leonardomercon
🎥 Episódios semanais
🌿 Um país, ilhas únicas e centenas de espécies
🌎 Um desafio pessoal para VIVER a vida no planeta

EPISÓDIO DIA 4 – PARTE 2 da série: https://www.instagram.com/p/DUoXw68krx0/

Essa é só a primeira história. Muitas outras ainda estão por vir!