• Pesquisa estima os impactos da taxação dos ultraprocessados • UBS da Floresta, inovação na saúde indígena • E MAIS: doenças respiratórias; saúde da mulher; mpox; saúde dos yanomami •

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Estudo feito por pesquisadores da Fiocruz e do Nupens/USP, publicado no American Journal of Preventive Medicine estima que a criação de um imposto sobre alimentos ultraprocessados pode evitar até 236 mil mortes no Brasil ao longo de 20 anos. A pesquisa simulou os efeitos de uma política fiscal mais rigorosa sobre alimentos ultraprocessados e concluiu que um aumento de 50% no preço desses produtos poderia evitar, também, cerca de 1,8 milhão de novos casos de doenças crônicas.

Os pesquisadores, contudo, apontam que o método utilizado ainda foi conservador. Em entrevista ao G1, o pesquisador Eduardo Nilson comenta: “Trabalhamos buscando subestimativas. Estamos falando só de doenças mediadas pelo excesso de peso. O impacto real pode ser maior”. Atualmente, 57% dos adultos brasileiros vivem com sobrepeso, índice que pode chegar a 75% se a trajetória atual for mantida. No cenário de taxação mais elevada, a prevalência cairia para 50%. 

O Brasil aprovou o Imposto Seletivo, que entrará em vigor em 2027, mas a taxação incidirá apenas sobre bebidas açucaradas, fumígenos e álcool, excluindo a categoria ampla de ultraprocessados. Atualmente, esses produtos respondem por cerca de 20% das calorias consumidas no país, com exposição precoce entre crianças.

Que papel pode cumprir a “UBS da Floresta”

A chamada “UBS da Floresta” foi inaugurada na comunidade de Anã, no coração da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém (PA), e foi tema de matéria publicada na revista Radis. Essa é uma experiência piloto voltada à atenção primária em territórios amazônicos, que pretende fortalecer a capacidade de resposta do SUS em áreas de difícil acesso, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos e custosos até centros urbanos para atendimentos básicos. A proposta busca adaptar o modelo de Unidade Básica de Saúde às especificidades geográficas e sociais da região.

A UBS conta com energia solar, internet via satélite, geladeiras para vacinas, eletrocardiógrafo e macas, além de equipe fixa composta por enfermeira, técnico e agentes comunitários, com visitas regulares de um médico da família e suporte de telemedicina. A instalação é uma vitória de reivindicações das comunidades tradicionais locais. “Hoje temos condições de armazenar vacinas e remédios. Uma pessoa que sofresse um acidente mais grave era transportada improvisada, em redes amarradas em pedaços de madeira. Agora temos macas”, comemora o líder comunitário Antônio Ilson Cardoso, também técnico em enfermagem na unidade.

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Vacina universal

Pesquisadores iniciam testes em animais para uma vacina nasal que pode oferecer proteção contra diversas infecções respiratórias. Mesmo em estágios iniciais, o estudo traz otimismo aos cientistas, que apontam a possibilidade de revolucionar os modos tradicionais de imunização. Veja como funciona.

Saúde da mulher

A saúde da mulher recebeu apenas 6% do investimento privado mundial em saúde entre 2020 e 2025, aponta relatório publicado pelo Fórum Econômico Mundial. A maior parte é direcionada a cânceres femininos, saúde reprodutiva e materna. Entenda os riscos.

Nova variante de mpox

Com a identificação de uma nova cepa do vírus da mpox, a OMS aponta que pode haver uma circulação mais ampla da doença do que o documentado. Dois casos foram detectados no Reino Unido e na Índia. A avaliação global de risco, contudo, permanece inalterada. Confira mais informações.

Coqueluche entre os yanomami

Uma equipe emergencial está sendo destinada à base polo de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, desde o aumento das infecções por coqueluche entre crianças da região, que já soma oito casos e três óbitos. As crianças infectadas estão em tratamento em hospitais de Boa Vista, capital do estado. Saiba mais.

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