F1 vs Indycar. Duas filosofias diferentes, duas formas distintas de competir. Qual delas a mais rápida? Romain Grosjean acredita que, apesar de a Fórmula 1 representar o auge da velocidade, os monolugares da IndyCar podem ser superiores em determinadas curvas de baixa velocidade. O francês, de 39 anos, regressa este ano a tempo inteiro à competição norte-americana com a Dale Coyne Racing.

Depois de ter voltado a pilotar um F1 no ano passado, num teste com a Haas em Mugello, Grosjean sublinha as diferenças filosóficas entre as duas categorias. Enquanto a Fórmula 1 privilegia a tração e a aceleração precoce à saída das curvas, tirando partido dos cerca de 1.000 cavalos de potência, a IndyCar exige maior foco na velocidade de entrada e na manutenção de velocidade mínima em curva.

O piloto destaca particularmente o desempenho dos carros americanos em traçados urbanos e em curvas muito lentas, apontando o exemplo do famoso gancho do Mónaco como situação onde, na sua opinião, um IndyCar poderia ser mais rápido.

Apesar da comparação provocadora, Grosjean mostra-se entusiasmado com o regresso aos Estados Unidos e pouco nostálgico em relação à F1, embora acompanhe com atenção a nova era regulamentar da categoria.

Romain Grosjean afirmou ao Off Track:

“Na Fórmula 1 o foco está em não deslizar nada e em acelerar muito cedo para ter uma excelente saída de curva. Tens 1.000 cavalos a empurrar-te, é aí que ganhas tempo por volta. Na IndyCar é diferente. É mais sobre a velocidade de entrada, a velocidade mínima e acelerar quando consegues para sair bem da curva. Em termos de condução, essa é a principal diferença”.

Sobre o que mais aprecia na IndyCar, acrescentou:

“O que mais gosto é a capacidade que o carro tem nas curvas lentas em circuitos urbanos, com os amortecedores e o nível de aderência que utilizamos. Se pegarmos no Mónaco, no gancho, um IndyCar seria muito mais rápido do que um Fórmula 1 ali”.

Quanto ao regresso à competição norte-americana, explicou:

“É um campeonato de que gosto muito e onde me diverti bastante. O Dale é uma personagem de quem gosto imenso. Estou feliz por estar de volta. Temos uma boa equipa e estou entusiasmado por competir ao lado do Dennis Hauger. Quero aproveitar ao máximo estes últimos anos nos monolugares”.

Relativamente à nova era da Fórmula 1, mostrou prudência:

“Temos de esperar pela primeira corrida. No papel estou um pouco preocupado, mas acredito que as equipas vão encontrar soluções. Pode mudar bastante a hierarquia e trazer muita ação em pista. A questão é saber se será a ação que queremos ver — isso só saberemos nas primeiras corridas”.