• Fala o novo diretor de doenças negligenciadas da OMS • Observatório do Calor nas favelas • PDPs Brasil-Coreia do Sul • E MAIS: mpox no Brasil; vacinas de mRNA; auditoria médica; jovens trans •

Créditos: Instituto Butantan

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O médico e pesquisador Marcus Lacerda, até então parte do quadro da Fiocruz, assumiu a direção de um programa especial da Organização Mundial da Saúde voltado às doenças tropicais negligenciadas e afirmou que a nova vacina contra a dengue é “muito promissora”. Segundo ele, a ampliação do acesso à imunização pode representar uma mudança de paradigma no enfrentamento da doença, que hoje sobrecarrega sistemas de saúde, especialmente em países tropicais como o Brasil.

Em entrevista a’O Globo, Lacerda também apontou os desafios no controle da malária e alertou para o avanço da dengue impulsionado pelas mudanças climáticas, que ampliam a circulação do mosquito transmissor. Para o novo diretor, eventos extremos e o aumento das temperaturas exigem que os sistemas de saúde se adaptem rapidamente, com mais vigilância, inovação tecnológica e estratégias integradas de prevenção.

Complexo do Alemão constrói Observatório do Calor 

O Complexo do Alemão se tornou o primeiro conjunto de favelas do Rio de Janeiro a ter um Observatório do Calor, iniciativa liderada pela ONG Voz das Comunidades. O projeto busca medir como as mudanças climáticas afetam de forma desigual os moradores das periferias, onde a alta densidade urbana, a falta de áreas verdes e a infraestrutura precária intensificam as temperaturas.

As primeiras articulações começaram em 2023, e em agosto de 2025 a organização passou a coordenar oficialmente o observatório. A proposta é produzir dados que representem a realidade da favela, contribuindo para políticas públicas mais eficazes e para o reconhecimento de que o calor extremo é também uma questão de saúde pública e justiça climática.

Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias em medicamentos 

O governo brasileiro firmou com a Coreia do Sul três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que preveem a produção nacional dos medicamentos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte. O acordo envolve transferência de tecnologia e internalização da fabricação no Brasil, com investimento estimado pelo Ministério da Saúde em até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano.

A iniciativa tenta fortalecer a capacidade produtiva nacional e reduzir a dependência de importações de medicamentos de alto custo. A estratégia utilizada em PDPs para transferência de tecnologia, contudo, muitas vezes demonstra lentidão e impossibilidade de conclusão.

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Mpox no Brasil

O Brasil registrou 81 casos de mpox neste ano, sendo 57 em São Paulo. Não há óbitos confirmados. A recomendação é evitar contato com lesões suspeitas, reforçar a higiene das mãos e buscar atendimento em caso de sintomas. Confira mais orientações.

FDA vs. vacinas de mRNA

O comissário da FDA (espécie de Anvisa estadunidense), Marty Makary, afirmou que apoia vacinas de mRNA. Ele defendeu, porém, que o governo dos EUA não deve financiar novas pesquisas com recursos públicos. Entenda.

Auditoria médica e o CFM

A Federação Nacional de Saúde Suplementar e a Unimed do Brasil contestam na Justiça a nova regra de auditoria médica do CFM que exige exames presenciais feitas por um médico. As entidades afirmam que a medida aumenta a burocracia e a insegurança no setor. Saiba mais.

Terapia hormonal

Pesquisadores publicaram artigo criticando resolução que veta terapia hormonal para jovens trans. Segundo eles, a norma desconsidera evidências científicas e pode ampliar vulnerabilidades no acesso ao cuidado.Quais os impactos?

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