O país vendeu mais de 777 milhões de euros em bicicletas para o exterior.

“Bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle
I want to ride my bike
I want to ride my bicycle
I want to ride it where I like”

A música Bicycle Race da banda britânica The Queen de 1978 imortalizou o amor dos comuns mortais pelas bicicletas.

Num nível mais profissional, o amor de Portugal pelo ciclismo levou o país a conquistar duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris (Iúri Leitão e Rui Oliveira) na prova de Madison, com Iúri Leitão a ganhar mais uma medalha de prata na prova de Omnium, depois de ter deixado o seu adversário direto recuperar, não se aproveitando da sua queda.

Mas toda esta paixão traduz-se numa indústria nacional que continua a crescer. É neste cenário, que as exportações nacionais de bicicletas atingiram um máximo histórico em 2025. Foram mais de 777 milhões de euros de duas rodas vendidas para o exterior.

O anterior máximo tinha sido atingido em 2022, com mais de 772 milhões de euros. Seguiram-se dois anos de contração, com as vendas a atingirem novamente um novo recorde.

Os dados são do INE e foram revelados esta quarta-feira pela ABIMOTA – Associação Nacional das Indústrias das Duas Rodas.

Face a 2024, as exportações cresceram mais de 4%.

“Este resultado é, antes de mais, mérito das empresas da indústria das Duas Rodas, que ao longo dos últimos anos têm investido de forma consistente na inovação, na qualificação e na internacionalização”, disse Gil Nadais, secretário-geral da ABIMOTA.

A AM2R – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial do Setor das Duas Rodas “desempenhou um papel estruturante nesse percurso, e as empresas envolvidas começam agora a colher resultados concretos desse investimento estratégico”, segundo o responsável.

O melhor mês de vendas em 2025 foi julho (87 milhões), seguido de maio (82 milhões) e setembro (78 milhões).

Os resultados “confirmam a importância da indústria portuguesa das Duas Rodas como setor exportador relevante e a sua capacidade de adaptação a um contexto internacional exigente”, destaca a associação, sediada em Águeda, distrito de Aveiro, da fileira que junta mais de 185 empresas, na sua maioria PME, responsáveis “por milhares de postos de trabalho e por um contributo relevante para a economia nacional”.

“A associação desenvolve projetos estruturantes nas áreas da inovação, internacionalização, qualificação empresarial e sustentabilidade, afirmando-se como um agente ativo no reforço da competitividade da indústria portuguesa”, conclui.