António Félix da Costa reagiu às críticas dirigidas ao novo regulamento técnico da Fórmula 1, defendendo que a categoria deve acompanhar — e até liderar — a transformação tecnológica da indústria automóvel. O piloto português da Jaguar na Fórmula E considera que a transição energética é inevitável e que cabe aos pilotos adaptarem-se.
Félix da Costa entende, contudo, que o debate deve ter em conta a realidade económica da modalidade. Para o português, são as grandes marcas — como Mercedes, Ferrari ou McLaren — que financiam a Fórmula 1, e essas mesmas marcas estão comprometidas com a eletrificação e a tecnologia híbrida nos seus modelos de estrada.
O piloto recorda que a Fórmula 1 sempre esteve alinhada com a evolução da indústria automóvel e que as mudanças regulamentares fazem parte da história da competição. Na sua perspetiva, a resistência às novas regras pode ser compreensível do ponto de vista emocional, mas não altera o rumo da modalidade, que deve refletir o futuro da mobilidade.
Citado pelo Grande Prêmio, António Félix da Costa foi claro:
“A situação é muito simples. Quem paga a conta são marcas como Mercedes, Ferrari e McLaren. E se essas marcas vendem carros 100% elétricos ou híbridos, não podem competir com um carro que não tenha essa tecnologia. O mundo sempre foi assim. A Fórmula 1 segue — ou melhor, lidera — o que a mobilidade automóvel faz no dia-a-dia das pessoas. Precisa de ser um reflexo do que está para vir no futuro.”
“Também gosto de motores V10 e V12, mas já não são vendidos nem fabricados. São motores da Idade da Pedra. É uma evolução natural, e os pilotos terão de se adaptar. Quem paga as contas são as marcas, e os pilotos têm de se adaptar. Se não gostam, fiquem em casa.”