O suspeito já tinha sido alvo de uma decisão administrativa para suspender os trabalhos de extração de areias, por suspeita de destruição de revestimento vegetal e alteração da morfologia do solo em zona classicada como reserva ecológica nacional. Porém, não cumpriu a ordem e prosseguiu com a atividade ilegal.
Ao tomarem conhecimento, os militares do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) realizaram diligências que culminaram com duas buscas nos terrenos visados. No decorrer da ação desenvolvida, “estima-se que do terreno tenham sido já retirados cerca de 140 mil metros cúbicos de inertes (areia), num valor total movimentado aproximado dos 4.900.000 euros”, contabiliza a GNR.
No âmbito das diligências foi apreendida uma máquina industrial “Dumper”, uma escavadora giratória, oito câmaras de CCTV e 85 metros de cabo de rede.
No decorrer da ação, foram elaborados autos de contraordenação por infrações ambientais, bem como por infrações associadas ao sistema de videovigilância que se encontrava a operar no terreno. No seguimento da ação, os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Vagos.
A ação contou com o reforço do Comando Territorial de Aveiro, nomeadamente da Secção de Informações e Investigação Criminal (SIIC) e do Destacamento de Intervenção (DI), assim como com o apoio da CCDR Centro, do Destacamento de Ação Fiscal de Coimbra e com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Águeda.