Europa a caminho de maior sequência de ganhos mensais desde 2013


Os principais índices europeus negoceiam com ganhos na última sessão do mês de fevereiro e caminham para a maior sequência de valorizações mensais desde 2013, à medida que a região se torna cada vez mais atrativa para investidores que procuram alternativas aos ativos de risco norte-americanos.


O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,33%, para os 635,25 pontos.


Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,36%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,09%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,15%, o francês CAC-40 cede 0,06%, o neerlandês AEX sobe 0,28%, ao passo que o britânico FTSE 100 valoriza 0,51%.


O “benchmark” Stoxx 600 está prestes a fechar o oitavo mês seguido de subidas, com um avanço de 4% em fevereiro.


Uma temporada de resultados das cotadas amplamente positiva proporcionou um impulso adicional ao sentimento em relação às ações europeias. A recuperação de fevereiro “foi impulsionada por lucros sólidos e um ‘momentum’ positivo”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg. “Mantemos a nossa sobreponderação em ações europeias e de mercados emergentes, pois acreditamos que os novos investimentos se concentrarão principalmente nessas regiões para reduzir a exposição ainda elevada dos EUA por parte de muitos investidores”, acrescentou o especialista.


Nesta linha, os fundos de ações europeus receberam mais de 3 mil milhões de dólares na semana até quarta-feira, de acordo com dados da EPFR Global citados por analistas do Bank of America, sendo que desde o arranque de 2026, os investidores já injetaram 18 mil milhões de dólares nas cotadas do Velho Continente, enquanto os fundos de ações dos EUA receberam quase 37 mil milhões no mesmo período.


Com melhor desempenho na sessão desta sexta-feira, está o setor das telecom (+1,52%) e o dos recursos naturais (+1,29%). Do lado contrário, o do turismo lidera as perdas (-0,88%), seguido dos bens domésticos (-0,27%).


Entre os movimentos do mercado, a BASF segue a ceder mais de 1,70%, depois de a fabricante alemã ter afirmado que espera lucros praticamente inalterados este ano em comparação com o ano passado. Já a Swiss Re pula quase 4%, após a resseguradora ter anunciado uma recompra inesperada de ações. O grupo de aviação IAG – um dos interessados na compra dsa TAP – desvaloriza mais de 4% nesta manhã, apesar de ter apresentado lucros recorde de 3.342 milhões de euros em 2025.