Um homem de 26 anos, de nacionalidade portuguesa, atropelou e matou um polícia que voltava do turno de trabalho na manhã de domingo, na cidade de São Paulo, no Brasil. O turista, que terá visitado aquele país para os festejos de carnaval, estava embriagado, avançou o jornal Folha de S.Paulo. Imagens de câmaras de vigilância que registaram o momento foram divulgadas nas redes sociais.
Policial militar morre após ser atropelado por mototista português embriagado, na manhã deste domingo (22), na zona leste de São Paulo, o agente retornava para casa após uma noite de trabalho, foi feito teste de bafômetro, ele foi detido, ele iria retornar a Portugual neste mesmo… pic.twitter.com/IiBh6m6mPV
— Hugo Borges (@hbj_r77032) February 23, 2026
O polícia militar Diego Richard Ferreira de Souza, de 39 anos, viajava de mota e foi atingido pelo carro que seguia em contramão, conduzido pelo português, num cruzamento da Avenida São Miguel com a rua Itamarati de Minas, no bairro Jardim Cotinha. A colisão entre os veículos projetou o brasileiro contra um muro. O polícia foi transferido para o Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, onde morreu.
O condutor foi detido, prestou esclarecimentos e depois libertado, avançou a Secretaria da Segurança Pública – SSP do município ao Observador. No entanto, ficou com o passaporte apreendido e responderá em tribunal pelo homicídio por negligência, quando é causada a morte de outra pessoa sem intenção direta. Segundo a SSP, não foi concretizada a prisão em flagrante porque “o condutor prestou socorro” à vítima.
No teste de alcoolemia, foi verificada uma taxa de 0,27 g/l. No Brasil, taxas de álcool no sangue (TAS) com “concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar” são consideradas uma infração de trânsito gravíssima, sujeita a pagamento de coima e suspensão da carta de condução por um ano. Nas análises realizadas no Instituto de Medicina Legal de São Paulo, foi verificado que o resultado “negativo ou inconclusivo” não se enquadra no âmbito de embriaguez punível pelas leis criminais brasileiras.
A 1ª Companhia do 8º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana, onde o cabo trabalhava, expressou pesar pela morte nas suas redes sociais, descrevendo o agente de segurança como alguém que “sempre desempenhou suas funções com responsabilidade, profissionalismo e comprometimento com a instituição e com seus companheiros de trabalho”. Quatro dias antes do acidente, Souza tinha pedido a namorada em casamento.
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