A confirmação do aparecimento foi dada ao JN por Andreia Filipa, prima de Flávio e sua tutora. “Uma senhora telefonou-me, porque achou que o tinha visto a dormir no Auchan. Eu pedi-lhe que, hoje [sexta-feira], se o visse de novo lá a dormir, fizesse o favor de ligar às autoridades. Julgo que foi o que terá acontecido, porque fui contactada pela PSP”, explicou Andreia, já em Aveiro, depois de ter ido ao Porto buscar o familiar.

“O Flávio encontra-se bem de saúde, mas ainda assim achamos melhor interná-lo na Psiquiatria”, acrescentou a prima, que se deslocou com ele ao hospital. De acordo com informação prestada pela família, Flávio Oliveira vive na rua, em Aveiro, há 10 meses, por recusar ajuda. Andreia é sua tutora desde que o jovem saiu em liberdade condicional, no ano passado, após ter estado preso na ala psiquiátrica do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, onde cumpriu quatro anos de pena pelo crime de violência doméstica (contra a avó). Mas, 27 dias depois de estar a viver em casa da prima, terá fugido para a rua.

Desde aí, diariamente, vai ao café do qual Andreia é proprietária, alimentar-se e buscar a medicação para a esquizofrenia. No dia 15, tinha sido visto pela última vez, ficando em paradeiro incerto, entretanto, até esta sexta-feira. Além de ter reportado o caso às autoridades, a família recorreu às redes sociais para pedir ajuda para encontrar o paradeiro de Flávio.