O FC Porto derrotou nesta sexta-feira o Arouca por 3-1 e garantiu que continuará na liderança da I Liga com, pelo menos, os mesmos pontos de vantagem sobre o Sporting. Isto se os “leões” também vencerem o Estoril, caso contrário, o suado triunfo será ainda mais valioso. A vitória “azul e branca” foi justa mas apenas alcançada nos últimos minutos da partida.
O jogo não podia ter começado da melhor maneira para o FC Porto. Pontapé de saída, bola na frente, ressalto para os pés de Froholdt que cruza e vê Pietuszewski a desviar a bola para dentro da baliza do Arouca. Tinham passado apenas 13 segundos desde que o árbitro tinha apitado para o início do jogo – foi o golo mais rápido de sempre no Dragão e o mais rápido de sempre desta edição da I Liga.
Seguiram-se 45 minutos de quase puro aborrecimento. Os portistas, em vantagem no marcador, não sentiam a obrigação de fazer muito mais – até porque este FC Porto de Farioli mostra-se bastante confortável com vantagens mínimas, que quase sempre acabam em triunfos. Quanto ao Arouca, foi totalmente inofensivo, tendo chegado ao intervalo com zero remates à baliza. Isto porque a equipa de Vasco Seabra fazia gala em sair a jogar a partir de trás, mas depois não tinha qualidade, nem capacidade de levar a bola até à área adversária.
O FC Porto, mesmo a jogar devagar, devagarinho, ainda foi capaz de estar muito próximo de dilatar a vantagem ao 13’, quando Froholdt acertou no poste esquerdo da baliza do Arouca, num desvio a um cruzamento de Alberto Costa. Denis Gül também ameaçou, mas falhou a recarga a uma defesa incompleta de Arruabarrena (20’) e, já nos descontos do primeiro tempo, Pepê viu Kuipers cortar um remate que levava a direcção da baliza.
A segunda parte começou de forma quase semelhante ao primeiro tempo, mas com o protagonismo a pertencer, desta vez, ao Arouca. Na primeira jogada dos segundos 45’, um contra-ataque dos arouquenses acabou na barra da baliza do FC Porto, após um remate à entrada da área, de Fukui. Depois de tantos minutos de absoluta desinspiração, o Arouca teve pontaria a mais.
Gabri Veiga, logo na jogada seguinte, obrigou Arruabarrena a uma defesa atenta e, pouco depois, Denis Gül, isolado na cara do guarda-redes do Arouca, desperdiçou de forma escandalosa.
A sucessão de lances dava a ideia de que a partida iria tornar-se mais animada, mas depois destas ameaças o jogo voltaria a cair no marasmo. Até… até que Djouhara, num remate à entrada da área, fez aquilo que parecia ser o mais improvável até aquele momento: o Arouca acertar com a bola dentro da baliza do FC Porto. E o remate do franco-argelino até foi quase ao centro da baliza (Diogo Costa pareceu “mal batido” mas não viu a bola partir).
A 20 minutos dos 90’, os alarmes soaram no Dragão. O FC Porto sentiu o perigo e Farioli, que ainda antes do golo do Arouca já tinha colocado em campo Rodrigo Mora, William e Mofi para refrescar a maioria dos homens mais adiantados da sua equipa, fez entrar ainda Fofana abdicando de Pablo Rosario.
E foi uma iniciativa do francês que salvou o FC Porto. O avançado portista foi travado em falta quando tentava rematar à baliza do Arouca já dentro da área, faltavam quatro minutos para os 90’. Lance que deu penálti para os líderes do campeonato e que William Gomes converteu de forma indefensável. Respirou de alívio o Dragão que ainda teve tempo de festejar mais uma vez, já em período de descontos, com um golo de Moffi.