O Grande Prémio da Austrália celebra este ano a sua 40.ª edição, numa prova que se disputa em Melbourne pela 29.ª vez, depois de Adelaide ter acolhido as onze primeiras corridas, entre 1985 e 1995. A etapa australiana volta a inaugurar a temporada de Fórmula 1, num contexto de profundas alterações técnicas que adensam a incerteza competitiva.
A história
Em termos históricos, Michael Schumacher permanece como o piloto mais bem-sucedido na Austrália, com quatro vitórias, mais uma do que Jenson Button e Sebastian Vettel. No total, 21 pilotos diferentes já triunfaram na prova, entre eles o atual campeão do mundo, Lando Norris, vencedor em 2025. Entre os construtores, a McLaren lidera a estatística com 12 triunfos, apenas mais um do que a Ferrari.
A edição deste ano marca a estreia competitiva dos monolugares concebidos ao abrigo do novo regulamento, que introduz mudanças significativas tanto na unidade motriz como na aerodinâmica. Após nove dias de testes entre Barcelona e Sakhir, o verdadeiro potencial das equipas deverá começar a revelar-se apenas em Albert Park.

Novidades na Pirelli
Também os pneus apresentam novidades. Mantendo as jantes de 18 polegadas, a Pirelli reduziu a área de contacto e o diâmetro global dos compostos. A gama de pneus slick continua a incluir cinco opções (C1 a C5), além dos compostos intermédios e de chuva extrema. Para Melbourne, foram selecionados os três compostos mais macios — C3, C4 e C5 — à semelhança das duas épocas anteriores.
A pista
O circuito citadino de Albert Park, com 5,278 quilómetros, combina rectas rápidas com curvas técnicas de baixa e média velocidade. O traçado não é particularmente severo para os pneus, sendo a degradação geralmente mais influenciada pelo desgaste do que por factores térmicos. O asfalto, em parte composto por vias públicas, é liso, embora no ano passado se tenha verificado algum graining, ainda que reduzido, nas sessões sem chuva.
A estratégia
Do ponto de vista estratégico, a definição do número de paragens dependerá de múltiplas variáveis, entre as quais a carga aerodinâmica gerada por cada monolugar e a eventual utilização do composto mais macio em corrida. A capacidade de ultrapassagem constitui igualmente um factor determinante: apesar de os carros serem agora mais compactos, Melbourne continua a oferecer oportunidades limitadas de manobra, ainda que o novo modo Overtake possa introduzir alterações nesse cenário.
Por fim, as condições meteorológicas poderão desempenhar um papel decisivo. A prova realiza-se no início do outono australiano, período propenso a oscilações térmicas e precipitação. Em 2025, aguaceiros intermitentes condicionaram a corrida, vencida por Lando Norris com pneus intermédios.
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