Um episódio insólito ocorrido a 1 de março, perto de Jerusalém, está a gerar forte impacto mediático. Um SUV elétrico chinês foi atingido de forma indireta por um míssil lançado a partir do Irão e, apesar da violência da explosão, os cinco ocupantes sobreviveram. O veículo em causa é o BYD Atto 3, modelo que em Portugal será substituído pelo Atto 3 EVO.
Segundo o jornal The Israel Times, o míssil terá atingido a via onde o automóvel circulava, provocando um enorme cratera, projeção de estilhaços e uma intensa onda de choque térmica.
O veículo, um BYD Atto 3, terá deslizado para o interior da cratera, mas manteve a integridade estrutural.
A estrutura e a bateria permaneceram intactas
O dado mais relevante prende-se com o comportamento estrutural do SUV. Os pilares da carroçaria não apresentaram deformações críticas, permitindo que as equipas de emergência do Magen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha em Israel, abrissem as quatro portas sem recurso a ferramentas de corte pesado.
Outro aspeto particularmente significativo foi o estado da bateria. Não houve qualquer sinal de incêndio ou explosão, cenário que frequentemente preocupa em veículos elétricos após impactos severos. Inclusive, os sistemas elétricos mantiveram-se operacionais e as luzes de emergência continuaram ligadas após o incidente.
Os serviços de emergência retiram o BYD atingido por um míssil iraniano.
Apenas o condutor sofreu ferimentos moderados
De acordo com as autoridades israelitas, apenas o condutor sofreu ferimentos considerados moderados. Os restantes ocupantes apresentaram sobretudo contusões e escoriações resultantes do impacto e da desaceleração brusca.
Estima-se que o projétil pudesse tratar-se de um míssil balístico de curto alcance, que atinge grande altitude antes de descer com elevada energia cinética. Mesmo perante um cenário de guerra, o habitáculo manteve-se estruturalmente preservado, facto que terá sido determinante para o desfecho.
BYD Atto 3: segurança como argumento central da marca
O incidente foi comentado por responsáveis da BYD, que destacaram a segurança como elemento central do posicionamento da marca. O Atto 3 já tinha alcançado cinco estrelas nos testes de colisão do Euro NCAP, mas este episódio real veio reforçar a perceção pública da robustez do modelo.
Em Israel, onde a BYD lidera as vendas de veículos elétricos, o caso teve ampla repercussão mediática. Para além do impacto humano, o episódio tornou-se num argumento involuntário sobre a resistência estrutural e a proteção oferecida pelos veículos elétricos modernos.
Num contexto extremo e imprevisível, a sobrevivência dos ocupantes transformou um cenário potencialmente trágico num caso raro onde a engenharia automóvel fez, literalmente, a diferença.


