As primeiras unidades não deverão chegar antes de Agosto ou Setembro, mas a Volvo encara com optimismo o período de pré-venda do novo EX60, esperando prosseguir o caminho de crescimento registado no ano passado, muito embalado pelo pequeno EX30, também 100% eléctrico. E, por isso, pouco mais de um mês após a revelação mundial, tratou de apresentar o modelo ao mercado nacional.

Com 4,803 metros de comprimento, 1,908m de largura, 1,639m de altura e 2,970m de distância entre eixos, o EX60 parece querer conciliar proporções de SUV com uma silhueta que remete para a ideia de uma carrinha elevada, beneficiando de uma aerodinâmica trabalhada. Uma boa notícia para quem prefere a forma das carrinhas, mas sem que a marca tenha desprezado os amantes dos SUV: para 2027 está reservada a chegada de uma variante Cross Country.

Ainda assim, esta primeira carroçaria não desilude se o que se pretende é muito espaço. A bagageira arruma até 523 litros, volumetria que pode esticar até 1647 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. E, para os cabos, há um espaço dedicado, à frente, com um compartimento de arrumação (“frunk”) de 58 litros. No habitáculo, o piso totalmente plano e a integração da bateria na estrutura resultam em muito espaço a bordo.




O EX60 adopta um tejadilho electrocromático
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Na origem destas características está a estreia da uma nova plataforma eléctrica, a SPA3, que apresenta uma arquitectura de 800 volts, escalável, com a qual a Volvo diz reduzir custos e aumentar a flexibilidade de produção. Além disso, abriu a porta à adopção do sistema “cell-to-body”, que, além de melhorar o aproveitamento de espaço, como referido, contribui para um ganho de rigidez. A marca recorre também à tecnologia de “megacasting”, com grandes peças de alumínio fundido para a secção inferior da carroçaria, com o objectivo de simplificar a produção, diminuir o número de componentes e, em simultâneo, optimizar a autonomia.

O desenho exterior introduz uma evolução da linguagem da marca, com a assinatura luminosa em “martelo de Thor” agora em tecnologia pixel, persianas activas na frente e puxadores embutidos em “asa”, combinados com vidros sem moldura e superfícies suavizadas para reduzir arestas e melhorar a eficiência aerodinâmica. Já no interior, a marca destaca a adopção de um tejadilho electrocromático, de um volante de dois raios, ligeiramente achatado, e de uma iluminação ambiente com cenários que simulam situações naturais. Entre as novidades, inclui-se o cinto multiadaptativo, capaz de reunir e analisar variáveis como a altura, peso, morfologia e posição sentada de cada passageiro — bem como a dinâmica da colisão — para aplicar uma força de contenção personalizada.




A bagageira arruma até 523 litros, volumetria que pode esticar até 1647 litros com o rebatimento dos bancos traseiros
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A tecnologia conta com o ecossistema Google, com o assistente Gemini, que permitirá interagir com o automóvel em linguagem natural, gerir navegação, climatização e diversos serviços conectados. A gestão faz-se num ecrã central OLED de 15 polegadas, com ligeira curvatura.

No mercado português, a oferta arranca com o EX60 Single Motor 83 kWh P6 de tracção traseira, com 374cv, disponível nos níveis de equipamento Plus e Ultra, com preços de 67.906 e 74.917 euros, respectivamente. Há ainda duas versões Twin Motor, ambas com tracção integral: o P10, desde 70.981 euros, com bateria de 95 kWh, com 510cv, que deverá começar a chegar ainda neste ano; e o P12, a partir de 77.131 euros, com bateria de 117 kWh, 680cv e 790 Nm, que está previsto para os primeiros meses do próximo ano. Nesta configuração P12, a Volvo anuncia até 810 quilómetros no ciclo WLTP, sendo capaz de recuperar energia para até 340 quilómetros em apenas dez minutos.

Em Portugal, a Volvo associa ao lançamento uma campanha que inclui Wallbox de carregamento doméstico e o primeiro serviço de manutenção, além de uma garantia de dez anos para a bateria.