O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, disse que as autoridades estão a ponderar organizar um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses do Médio Oriente, com partida da Arábia Saudita.

“Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu”, explicou Emídio Sousa à comunicação social no Aeroporto de Figo Maduro.

“Hoje, durante toda a manhã, os nossos serviços vão contactar as pessoas, a ver quem quer vir, para vermos a oportunidade ou não de organizar esse voo. E a Força Aérea já está a planear o voo”, acrescentou o secretário de Estado.

Mais tarde, o governante referiu que os cidadãos repatriados do Médio Oriente vão ter de pagar pelos voos num valor de 600 euros. “Ninguém deixa de vir nem é obrigado a pagar à partida nem à chegada. O que nós estamos a dizer às pessoas é que depois terão de reembolsar o Estado nessa verba. Mas ninguém deixará de viajar por falta de dinheiro”, disse.

O secretário de Estado das Comunidades disse que “o custo real é superior”, mas conta ter alguma comparticipação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que Portugal acionou, para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente. “Estas viagens têm um custo. Não me parece exagerado. Compreendo as pessoas, mas faz parte dos regulamentos, é a lei e é assim que terá de ser”, argumentou, referindo o exemplo dos “holandeses”, que “estão a cobrar 650 euros”.

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.