O relatório dá conta de que cerca de 3,1% dos europeus (11,9 milhões) usam produtos de “vaping”, com variações entre 0,5% em Portugal a 8,8% na Estónia. A maioria dos líquidos de nicotina para vaporizadores (90%) vem da China, sendo o país o maior fornecedor global desses produtos. As diferenças de regulamentação e tributação entre os países da União Europeia incentivam o comércio irregular, criando uma competição desigual para os retalhistas legais e dificultando a fiscalização efetiva.

Percentagem de fumadores de cigarros eletrónicos por país da UE na população total com mais de 15 anos
O estudo destaca que as proibições nacionais sobre os produtos de vaping têm pouco efeito no consumo, podendo, na verdade, empurrar os consumidores para o mercado negro ou de volta ao tabaco tradicional.
Além disso, a falta de regulamentação uniforme dentro da União Europeia (UE) facilita a entrada de produtos de qualidade duvidosa, muitas vezes provenientes de canais informais, como o comércio online.
Especialistas alertam que a solução passa por uma abordagem coordenada na UE, com a implementação de normas de produto harmonizadas, tributação uniforme, cadeias de fornecimento transparentes e sistemas digitais de rastreabilidade para controlar a entrada e distribuição dos produtos.