A maçã está entre as frutas mais consumidas no Brasil e no mundo. Versátil, nutritiva e fácil de encontrar, ela aparece em diferentes variedades que variam em sabor, textura e composição nutricional. Entre as mais comuns no país estão as maçãs Gala e Fuji, mas outras variedades como Pink Lady, Granny Smith, Honeycrisp e Golden Delicious também são encontradas em supermercados e feiras. Apesar das diferenças de cor, sabor e origem, todas oferecem nutrientes importantes para a saúde.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), as maçãs são fontes de fibras, vitamina C e compostos antioxidantes, como flavonoides e polifenóis. Esses nutrientes ajudam na proteção das células contra o estresse oxidativo, contribuem para a saúde cardiovascular e auxiliam no funcionamento do sistema digestivo. A fruta também contém pectina, uma fibra solúvel que pode ajudar a controlar o colesterol e promover maior sensação de saciedade.

Além das fibras e vitaminas, a fruta contém substâncias como quercetina, catequinas e ácido clorogênico, compostos associados à proteção cardiovascular, ao combate aos radicais livres e à redução de processos inflamatórios. 

Estudos publicados na National Library of Medicine indicam que o consumo regular de maçãs pode contribuir para a saúde do coração, ajudar no controle do peso e favorecer a saúde intestinal. Grande parte dos nutrientes da maçã está concentrada na casca, onde se encontram muitos dos antioxidantes e fibras da fruta, por isso, sempre que possível, o ideal é consumir a maçã com casca, após higienização adequada.

Saiba os tipos de maçã mais populares ao redor do mundo

No Brasil, entre as variedades mais populares, está a maçã Gala, reconhecida pela casca vermelha com tons amarelados e pelo sabor doce e suave. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essa é uma das principais cultivares produzidas no país, especialmente nos estados do Sul. A Gala é conhecida pela polpa suculenta e textura crocante, sendo muito consumida fresca. O consumo regular dessa variedade pode contribuir para a digestão e ajudar no controle da glicemia graças ao teor de fibras.

Outra variedade muito presente no mercado brasileiro é a maçã Fuji, que tem sabor ainda mais doce e polpa firme. Originária do Japão, ela se adaptou bem ao clima brasileiro e é amplamente cultivada no país. A Fuji possui boa concentração de antioxidantes e vitamina C, nutrientes associados ao fortalecimento do sistema imunológico e à proteção das células contra danos oxidativos.

Maça tipo ‘Pink Lady’ tem coloração rosada (Foto: Reprodução)

Entre as variedades importadas ou menos comuns, destaca-se a Pink Lady, conhecida pela coloração rosada intensa e pelo sabor equilibrado entre doce e ácido. Esse tipo de maçã costuma ter textura bastante crocante e é frequentemente associado a maior concentração de polifenóis, compostos antioxidantes que podem ajudar a reduzir processos inflamatórios no organismo.

A Granny Smith, facilmente reconhecida pela casca verde e pelo sabor mais ácido, é outra variedade popular. Ela costuma ser utilizada em receitas culinárias, como tortas e saladas, mas também pode ser consumida fresca. Estudos indicam que maçãs verdes apresentam boas quantidades de fibras e antioxidantes, além de menor teor de açúcar em comparação com variedades mais doces.

Outra variedade conhecida é a Honeycrisp, originária dos Estados Unidos e valorizada pela textura extremamente crocante e suculenta. O sabor costuma ser doce com leve acidez, o que a torna popular para consumo in natura. Assim como outras variedades, ela fornece fibras e compostos antioxidantes que podem contribuir para a saúde cardiovascular e digestiva.

‘Golden Delicious’ tem coloração amarelada (Foto: Reprodução)

Já a Golden Delicious apresenta casca amarela dourada e sabor suave e adocicado. Essa variedade é bastante utilizada tanto para consumo fresco quanto em preparações culinárias, como sobremesas e purês. Pesquisas sobre composição nutricional indicam que ela também contém boas quantidades de vitamina C, fibras e compostos fenólicos associados à proteção contra doenças crônicas.