A escalada no preço dos combustíveis já está a chegar aos bens essenciais e a pressionar o orçamento das famílias. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) alerta que o cabaz alimentar composto por 63 produtos atingiu esta semana os 254,12 euros, o valor mais elevado desde que a organização começou a monitorizar estes preços, em 2022. Face ao mesmo período do ano passado, o cabaz custa mais 12,30 euros, refletindo uma subida de 5,09%.

Desde o início de 2022, comprar exatamente os mesmos produtos ficou 66,42 euros mais caro, o que representa um aumento acumulado de 35,39%. Só em relação à semana anterior, o cabaz registou um agravamento de 2,36 euros.

Robalo 41% mais caro

A tendência de subida tem sido visível em várias categorias, com destaque para produtos como o atum em óleo vegetal, que aumentou 33% na última semana, as salsichas de Frankfurt (20%) e a massa espiral (12%). Em termos homólogos, a curgete (45%), o robalo (41%) e o café torrado moído (33%) estão entre os produtos que mais encareceram.

A subida dos preços reflete-se ao longo de toda a cadeia de abastecimento, cenário que preocupa o setor da distribuição. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) alerta que o aumento dos custos da energia pode agravar ainda mais o preço final dos alimentos.