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Depois dos alertas do BCE e do Banco de Portugal, DECO também aconselha “kit de emergência” com algum dinheiro. O valor? Varia, de adultos a crianças.

É cada vez mais comum não ter notas e moedas na carteira. Afinal, pagar com o cartão ou até com o telemóvel é muito mais prático. Mas ao mesmo tempo são cada vez mais os avisos e estudos que alertam para a necessidade de manter dinheiro físico ao nosso lado.

Depois dos recentes alertas do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco de Portugal, um estudo do Banco Central da Suécia — o mais antigo banco central do mundo — veio reforçar o aviso. Em situações de emergência, ter notas e moedas é essencial.

“Estes últimos acontecimentos (como o apagão ou as tempestades) vieram demonstrar a importância de termos um kit de sobrevivência com numerário“, diz à TVI a especialista da DECO Proteste, Natália Nunes, que lembra que “ainda temos muita população, nomeadamente a mais envelhecida, a usar muito o numerário. Temos um país a duas velocidades”.

Enquanto o BCE sugere ter cerca de 94 euros em numerário em casa, “em Portugal não temos uma indicação” específica. Mas “há quem entenda que aquilo que devemos ter por adulto é entre 70 e 100 euros e, por cada criança, à volta dos 30 euros.

A especialista sublinha que “este é o valor, porque também não devemos ter muito dinheiro em casa, por questões de segurança. Devemos ter o indispensável para que a nossa família possa conseguir dar resposta às primeiras 72 horas num caso de emergência”.

Além disso, o dinheiro guardado deve “estar em notas pequenas, de preferência, até com algumas moedas”, por causa, por exemplo, da questão dos trocos em situações de emergência. A especialista recomenda por isso que tenha em casa “um pouco mais do que 20 euros” em moedas e notas de cinco a 10 euros.


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