
Os comissários de bordo da American Airlines intensificaram sua manifestação contra o CEO Robert Isom, usando cordões e pins sindicais como símbolo de protesto e unidade. A ação, organizada pela Associação dos Comissários de Bordo Profissionais (APFA), representa um descontentamento crescente com a gestão da companhia, que recentemente recebeu um voto de desconfiança do sindicato, uma medida inédita na história da entidade.
Com cerca de 28 mil membros, o sindicato pediu publicamente a substituição do CEO, mas a diretoria da empresa, da qual Isom é presidente, não demonstrou interesse em promover mudanças no comando.
Como resposta, a APFA solicitou que seus associados passem a usar pins com a inscrição “WAR” (We Are Ready, ou “Estamos Prontos”), uma referência às negociações contratuais tensas que ocorreram em 2024, quando a possibilidade de greve pairava no ar. Embora não haja greve prevista no momento, o uso dos pins serve como um símbolo de solidariedade e pressão sobre a liderança.
Em comunicado dirigido aos membros, o sindicato enfatiza que “os comissários não aceitarão concessões salariais ou de regras de trabalho para salvar uma liderança que falha”.
O texto destaca que os trabalhadores já fizeram sacrifícios no passado e não estão dispostos a repetir a dose para cobrir erros estratégicos da alta administração. A APFA defende uma mudança radical na direção da companhia, com uma liderança ousada e visionária, capaz de competir de verdade no mercado.
A iniciativa inclui também o uso de lenços azuis com a marca do sindicato e outros itens disponíveis na loja oficial da APFA, reforçando a visibilidade do movimento nas operações diárias da empresa.
Apesar do movimento, Isom deve permanecer no cargo por mais tempo. O executivo havia prometido melhorias para 2026, atribuindo o desempenho insatisfatório de 2025 a fatores excepcionais. No entanto, o contexto atual, marcado por conflitos no Oriente Médio e elevados preços do petróleo, oferece justificativas adicionais para resultados aquém do esperado.