O que mudou em si e na sua vida desde a vitória no “Secret Story”?

Na minha vida, mudou bastante coisa: mudei-me para Lisboa, estou solteira e tenho a oportunidade incrível de ser comentadora de reality shows. É um trabalho, mas não o encaro com a conotação que geralmente se dá ao termo, porque dá-me imenso gozo fazê-lo. Em mim, não mudou grande coisa, continuo a ser a mesma Inês, a ter as mesmas pessoas na minha vida, mas numa versão mais responsável e sinto-me mais recetiva a aceitar diferentes maneiras de pensar e estar. Aprendi muito com o “Desafio Final” e, talvez, a maior lição tenha sido mesmo que não tenho de ter sempre razão ou a última palavra, e isso tem-me ajudado a manter e fortalecer as minhas relações pessoais.

O que diria a si mesma no dia em que entrou no “Secret Story”?

Quando entrei pela primeira vez no formato “Secret Story” foi no “Desafio Final”, logo a seguir a ter ganhado a minha edição do “Big Brother” e apesar de ter entrado “mais na desportiva” tinha uma certa vontade e ambição de provar que a vitória foi justa, acho que se voltasse atrás diria a mim mesma: ‘Não tens de provar nada a ninguém. Diverte-te e aproveita mais.’

E que conselho daria a si mesmo no dia da vitória?

O facto de eu saber perfeitamente que não sou uma pessoa consensual acaba por trazer muito mais agitação. Acho que o único conselho para o dia da vitória é mesmo: ‘Calma.’ Acho que o nervosismo, o querer saber, a euforia, é toda uma mistura de emoções que pelo menos a mim me deu muita ansiedade das duas vezes. Lembro-me de ter episódios de ansiedade dentro da casa nas noites antes da grande final, não porque precisava de ganhar, mas porque tinha um enorme receio de como estaria a minha vida e as minhas pessoas cá fora. Obviamente que na noite das duas finais também não consegui dormir com os batimentos muito acelerados. Acho que com mais calma, poderia ter saboreado melhor aquela gala final e o momento da vitória.